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Revista de Economia Agrícola — Artigos

Evolução do setor de defensivos agrícolas no Brasil, 1964-83

Célia Regina Roncato Penteado Tavares Ferreira, Flavio Condé de Carvalho, Antonio José Braga

Publicado em · em v. 33, t. 1-2 · 1986

Resumo dos autores

Procurou-se examinar a evolução de alguns indicadores do comportamento dos defensivos agrícolas no Brasil, no período 1964-83. A proporção de propriedades agrícolas que usaram defensivos cresceu de 51%, em 1975, para 60,2%, em 1980. O consumo aparente, obtido pela soma da produção com a importação, passou de 16.000t, em 1964, para 101.000t, em 1974, caindo então para 52.000t, em 1983. Ao longo do período em análise, mudou sensivelmente a participação relativa das classes de defensivos nas quantidades consumidas. Em 1964 e 1983, a participação dos inseticidas foi de 77,6% e 23,2%; a dos herbicidas, de 22% e 36,6%; e a dos fungicidas, de 20,2% e 40,2%.

A produção nacional de defensivos agrícolas cresceu de 4.000t, em 1964 para 56,3 mil toneladas em 1980, caindo para 41,2 mil em 1983. O Brasil passou de importador a exportador líquido desses produtos a partir de 1981. Em 1983, as exportações atingiram US$45,4 milhões FOB contra US$3,6 milhões CIF de importações.

As vendas de defensivos agrícolas, no período 1977-83, em termos quantitativos, diminuíram 48,7%, passando de 205,5 mil toneladas, em 1977, para 105,5 mil em 1983. O valor real, entretanto, sofreu acréscimo de 21,4%. Soja, arroz e cana-de-açúcar são as culturas com maiores gastos em defensivos.

O valor dos financiamentos para defensivos agrícolas se concentra em poucas culturas: soja, algodão, trigo, arroz, frutas e cana-de-açúcar.

A participação dos defensivos agrícolas no custo operacional é maior nas culturas de laranja, arroz irrigado, feijão das águas e soja, devendo apresentar elevação para algodão, em virtude do surgimento de praga do "bicudo". A participação de defensivos no custo é bastante reduzida nas culturas de mandioca, arroz de sequeiro, milho e sorgo.

Alguns processos alternativos ou complementares no controle de pragas e doenças têm sido desenvolvidos visando racionalizá-lo. Entre eles pode-se citar o manejo integrado de herbicidas, o plantio direto, o controle biológico, o melhoramento de plantas visando maior resistência a pragas e doenças e uso de feromônios.

Transcrito da versão digitalizada (p. 1).

Como citar

CÉLIA REGINA RONCATO PENTEADO TAVARES FERREIRA; FLAVIO CONDÉ DE CARVALHO; ANTONIO JOSÉ BRAGA. Evolução do setor de defensivos agrícolas no Brasil, 1964-83. Revista de Economia Agrícola, v. 33, t. 1-2, 1986. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=9435. Acesso em: 23/10/2026.