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Balança comercial: exportações de papel e lácteos e comércio com a China

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         A balança comercial é o destaque (em quatro artigos) da edição de agosto da revista Informações Econômicas, cuja versão eletrônica já está disponível neste site.

         O primeiro mostra que a produção brasileira de papel aumentou 2 milhões de toneladas entre 1996 e 2004 (de 6,2 milhões para 8,2 milhões de toneladas, permitindo a expansão de 619 mil toneladas nas exportações (de 1,24 milhão para 1,85 milhão de toneladas). Mesmo com a valorização do real, a tendência é de que haja continuidade na expansão das exportações do setor, uma vez que novos investimentos estão sendo feitos para reduzir custos e aumentar a produção.

         Outro artigo aponta que os produtos agrícolas brasileiros estão recuperando um padrão de vantagens comparativas já observado nas décadas de 1960 e 70. Como a participação do País é estável no comércio mundial, as manufaturas brasileiras vêm perdendo importância no comércio global e nota-se certa especialização num setor que perde importância nas exportações mundiais.

         O terceiro artigo sinaliza que a evolução do comércio chinês parece ser razão suficiente para a imposição de limites à aceitação daquele país como economia de mercado. Se a tendência recente da economia chinesa perdurar por mais alguns anos, surgirão dificuldades em várias frentes, a exemplo dos têxteis e vestuários que já provocam reações de europeus e norte-americanos. A fragilidade do Brasil é grande devido à elevada concentração de suas exportações em poucos produtos agrícolas e à dependência de uma diversidade de produtos industriais importados.

         O último artigo mostra que a desregulamentação do mercado e a facilidade de acesso às importações criaram o ambiente para a reorganização do setor leiteiro, que incluiu desde a reformulação dos princípios de gestão até alterações no processo produtivo em busca de redução de custo e de ganho de competitividade. Com isso, a posição brasileira mudou de grande importador para exportador de lácteos. O grande desafio é assegurar o crescimento sustentado das exportações e para isso a taxa de câmbio poderá ser decisiva.

         Outros destaques da edição de agosto são a evolução das cooperativas agropecuárias no Estado de São Paulo; o impasse das queimadas dos canaviais no Estado e o diagnóstico sócio-econômico da caprinocultura no sudoeste paulista.

Para ver a íntegra da revista, clique aqui.

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