1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

No acumulado do janeiro a agosto de 2026, as exportações do estado de São Paulo1 somaram US$48,63 bilhões (19,4% do total nacional), e as importações2, US$61,43 bilhões (31,4% do total nacional), registrando déficit comercial de US$12,80 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2025, houve crescimentos nas exportações (+4,2%) e nas importações (+6,9%); essa conjunção de desempenhos resultou no aumento do déficit (+19,1%) no saldo da balança comercial paulista.

A corrente de comércio paulista (que é a soma das exportações e importações) atingiu US$110,06 bilhões nos primeiros oito meses de 2026, alta de 5,7% em relação a janeiro a agosto de 2025, o que evidencia a resiliência e a capacidade do Estado de ampliar sua integração aos mercados globais.

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1.1 – Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio3, de janeiro a agosto de 2026 na comparação a igual período do ano anterior, o setor paulista apresentou redução nas exportações (-5,9%), alcançando US$17,79 bilhões, e aumento nas importações (+2,6%), totalizando US$3,96 bilhões. Com esses resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$13,83 bilhões, 8,1% inferior em relação aos primeiros oito meses de 2025 (Figura 1).

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado foi de 36,6%, enquanto a participação das importações setoriais ficou em 6,4% (Figura 1). Em relação ao janeiro a agosto 2025, as participações recuaram 3,9 pontos percentuais nas exportações e 0,3 p.p. nas importações.

Há que se destacar que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$30,84 bilhões, e as importações, US$57,47 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$26,63 bilhões nos primeiros oito meses de 2026. Dessa forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$13,83 bilhões).

 

1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista de janeiro a agosto de 2026 foram: complexo sucroalcooleiro (US$4,30 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 94,4% e o álcool etílico – etanol, 5,6%), setor de carnes (US$3,02 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 83,4%), complexo soja, com vendas de US$2,40 bilhões (81,5% de soja em grão e 12,9% referentes ao farelo), produtos florestais (US$2,19 bilhões, com participações de 62,5% de celulose e 30,9% de papel), e o grupo de sucos (US$1,22 bilhão, dos quais 95,8% referentes a suco de laranja).

Esses cinco agregados representaram 73,9% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1). O grupo de café, tradicional na produção paulista, aparece na sexta posição e de janeiro a agosto de 2026 apresenta vendas de US$1,01 bilhão (63,9% referentes ao café verde e 30,8% de café solúvel).


Ainda de acordo com a tabela 1, no acumulado de janeiro a agosto de 2026 na comparação com igual período de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de complexo soja (+21,6%), de carnes (+12,3%), e dos produtos florestais (+10,4%), e quedas nos grupos de sucos (-40,1%), complexo sucroalcooleiro (-23,2%), e setor de café (-16,7%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista

Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio paulista de janeiro a agosto de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior são apresentados na tabela 2.

Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (24,2%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 23,2% em valores e de 5,0% em volumes exportados, acompanhando a redução do faturamento das vendas do açúcar (-21,3% em valores e -2,9% em volume), principal produto do grupo, por conta das desvalorizações nos preços médios dessas commodities de 19,5% para açúcar em bruto e 14,9% para o refinado, quando comparados com janeiro a agosto de 2025. Para o álcool, os embarques apresentaram variações negativas de 45,7% em volume e de 46,7% em valores. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os resultados apresentam como principais compradores: China e Índia (8,8%, cada um), Arábia Saudita (8,0%), Nigéria e Bangladesh (6,8%, cada um), Argélia (5,4%), União Europeia (3,9%), Marrocos (3,8%), Egito (3,5%), Iraque (3,4%) e Emirados Árabes Unidos (3,1%); os demais países representam 37,7%.

Na segunda posição de janeiro a agosto de 2026, aparece o grupo de carnes, com 17,0% de representatividade no agro paulista, registrando alta em valores (+12,3%) e em volumes embarcados (+1,1%) em relação a igual período de 2025. A carne bovina, principal produto do grupo (83,4% participação), teve crescimento de 10,4% em valores e redução de 5,4% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 14,0% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+28,5%) e em volumes (+14,3%). A carne suína (0,7% de participação) apresentou variações negativas em valores (-40,5%) e na quantidade embarcada (-10,1%). Os principais destinos em participação são China (39,7%), Estados Unidos (16,9%), União Europeia (8,0%), Arábia Saudita (3,9%), Filipinas (3,3%) e Hong Kong (2,6%), enquanto os demais países compradores somam 25,6% de participação.

O grupo composto pelo complexo soja (terceira posição e 13,5% de participação) teve aumentos nos embarques (+12,7%) e em valores (+21,6%). A soja em grão, principal produto do grupo, apresenta ganhos nos volumes (+13,0%) e em valores (+21,4%). A China aparece como principal destino em termos de participação de valores (65,1%), seguida de Irã (5,8%), União Europeia (5,3%), Índia (4,7%), Tailândia (4,2%) e Indonésia (3,3%); os demais importadores respondem por 11,6% de representatividade.

Na quarta posição na pauta paulista, com 12,3% de participação, aparece o grupo dos produtos florestais, e seu desempenho foi de aumento em valores (+10,4%) e queda na quantidade embarcada (-12,5%) em relação a igual período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou crescimento em valores (+28,1%) e redução nos embarques (-13,0%). Já o papel obteve variações negativas para os valores (-7,1%) e volumes (-10,2%). O principal destino em participação de valores exportados é a China (45,5%), seguida de União Europeia (12,8%), Estados Unidos (5,6%), Argentina (5,2%), Reino Unido (3,8%), Peru (3,4%) e Chile (2,6%), restando 21,1% para os demais países.

O grupo de sucos ocupa a quinta posição com 6,9% de representatividade na pauta paulista. O suco de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou queda de 11,2% no valor e incremento de 64,0% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix <=20), as vendas externas também foram menores em valores (-37,8%) e maiores em volumes (+2,7%), e quedas para os outros sucos de laranja não fermentados, com reduções em valores (-67,8%) e em volumes (-32,4%). A variação total das exportações do grupo de sucos foi negativa em valores (-40,1%) e positiva nas quantidades embarcadas (+3,7%), contribuindo para esse resultado negativo as desvalorizações dos preços médios dos sucos de janeiro a agosto de 2026 (FCOJ 45,8%, NFC 39,5% e outros sucos de laranja não fermentados 52,3%). Os maiores compradores desse grupo são União Europeia (47,8%), Estados Unidos (39,2%), China (3,2%), Japão (2,7%) e Reino Unido (2,4%); os demais compradores têm 4,7% de participação.

Para o grupo do café (5,7% de participação), os resultados apontaram reduções de 16,7% nos valores e 17,8% no volume das exportações paulistas, influenciado pelo comportamento do café verde (principal produto deste grupo), com quedas nas vendas externas de 29,2% em valores e de 28,6% em quantidades exportadas pelo estado, reflexo da menor oferta (entressafra) do produto até abril de 2026, com a entrada da safra 2025/26. Para o café solúvel, que teve variações positivas de 24,2% em valores e de 50,0% para quantidades, sinalizando incrementos de 166% (valores) e de 225% (volume) dos embarques do produto para União Europeia a partir do acordo UE x Mercosul. Já as importações dos Estados Unidos do café verde e solúvel recuaram, de janeiro a agosto de 2026, na faixa de 50% em valores e volumes na comparação com mesmo período de 2025, influenciado pelas maiores compras antes da aplicação das tarifas americanas em 2025. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 43,4% do valor exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (10,1%), Rússia (6,1%), Canadá (4,9%), Argentina (4,4%) e Japão (4,2%); os demais países participam com 26,9%.

 

1.4 - Importações do Agronegócio Paulista

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista de janeiro a agosto de 2026 foram papel (US$336,88 milhões), salmões (US$297,40 milhões) e de vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$200,68 milhões). O álcool etílico, que figurava como o terceiro principal produto na pauta das importações no primeiro trimestre de 2026, recuou para decima primeira posição, decorrente das menores compras nos meses de abril a agosto de 2026, reflexo do início da safra 2026/27. A figura 2 apresenta os dez principais produtos que representam 43,7% (US$1,73 bilhão) do total importado (US$3,96 bilhões).

2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superávit de US55,32 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2026, com exportações de US$250,86 bilhões e importações de US$195,54 bilhões. Esse resultado apresenta crescimento de 28,2% no superávit em relação a janeiro a agosto de 2025, quando alcançou US$43,16 bilhões (Figura 3), e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) cresceu 8,4%, atingindo US$446,40 bilhões de janeiro a agosto de 2026. O aumento da corrente de comércio brasileira evidencia a manutenção da competitividade externa do país acompanhada da capacidade de diversificar parceiros e mercados.


2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a agosto de 2026 (Figura 3) apresentaram aumento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o valor de US$118,51 bilhões (47,2% do total nacional). As importações recuaram 0,7% no período, registrando US$13,39 (6,8% do total nacional).

O saldo da balança comercial dos agronegócios registrou superávit de US$105,12 bilhões, sendo 7,0% maior na comparação com janeiro a agosto de 2025 (Figura 3).

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$132,35 bilhões e importações de US$182,15 bilhões, produziram um déficit de US$49,80 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

 

2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a agosto de 2026 foram: complexo soja (US$47,54 bilhões, tendo a soja em grão com 82,9% de participação e 13,2% do farelo de soja), carnes (US$23,21 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 54,6%, 32,5% e 10,4%), produtos florestais (US$11,17 bilhões, com participações de 63,6% de celulose e 21,5% de madeira), grupo do café com vendas de US$8,70 bilhões (90,4% referentes ao café verde e 8,4% de café solúvel) e o grupo sucroalcooleiro (US$6,79 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 93,6% e o álcool etílico – etanol, 6,2%).

Esses cinco grupos agregados representaram 82,1% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o grupo de cereais, farinhas e preparações (US$4,33 bilhões, sendo 72,8% do milho em grão). em seguida o grupo de fibras e produtos têxteis (com US$3,49 bilhões, tendo o algodão não cardado nem penteado 92,7% de participação).



Ainda conforme a tabela 3, na comparação com janeiro a agosto de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque positivo para o grupo de carnes (+20,0%), complexo soja (+16,9%) e de fibras e produtos têxteis (+13,5%), enquanto os grupos de complexo sucroalcooleiro (-28,3%), café (-12,5%), cereais, farinhas e preparações (-1,0%) e florestais (-0,3%), apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


2.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro

A tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações de janeiro a agosto de 2026, em comparação com igual período de 2025.


Desses grupos relevantes, o grupo complexo soja aparece na primeira posição (40,1% de participação) nas exportações brasileiras. De janeiro a agosto de 2026, as vendas externas cresceram 16,9% em valores e 8,4% em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado, com aumentos de 15,2% nos valores e de 7,2% nas quantidades exportadas. Para o óleo de soja, os embarques apresentaram aumentos em receitas de 60,4% e de 41,6% nos embarques, e o farelo de soja teve variações positivas de 18,3% em valores e de 12,9% em volume. A China representa 57,9% das compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (12,2%), Tailândia (4,2%), Índia (3,0%), Irã e Turquia (2,7%, cada um); os demais países importadores somam 17,3%.

O grupo de carnes ocupa a segunda posição na pauta brasileira (19,6% de participação), apresentando ganhos de 20,0% em valores e 11,2% em volume em relação a janeiro a agosto de 2025. A carne bovina teve aumentos em valores (+21,3%) e no volume exportado (+4,5%). Para a carne de frango, foram registrados aumentos em valores (+22,8%) e nos embarques (+16,2%), e a carne suína, crescimentos em valores (+5,1%) e na quantidade (+9,3%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino, com 28,8% das compras de carnes; na sequência aparecem Estados Unidos (7,7%), União Europeia (7,0%), Japão (5,5%), Chile (4,4%), Arábia Saudita (4,3%) e Filipinas (4,0%); os demais países somam 38,3% de participação.

Na terceira posição (9,4% de participação) aparece o grupo de produtos florestais, que de janeiro a agosto de 2026 registrou quedas para valores (-0,3%) e no volume exportado (-6,8%). As variações de valores e volume foram de, respectivamente, +3,4% e -6,6% para a celulose (principal item do grupo), de -10,8% e -9,4% para a madeira, e +0,8% e -1,7% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China (30,7%), União Europeia (20,6%), Estados Unidos (15,5%), México (3,3%) e Argentina (3,2%); os demais países participam com 26,7%.

O grupo do café ocupa a quarta posição com 7,3% de participação, apresentando reduções em valores (-12,5%) e em quantidade (-8,0%), puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações negativas de 13,7% em valores, e -9,1% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 46,3% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 12,6%, Japão (5,6%), Turquia (4,1%) e Rússia (3,4%); os demais países somam 28,0% de participação.

O grupo complexo sucroalcooleiro (quinta posição e 5,7% de participação), registrou quedas de 28,3% em valores e de 11,9% em volumes exportados de janeiro a agosto de 2026, acompanhando o comportamento das exportações do açúcar (-28,2% em valores e -11,1 % em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram reduções de valores (-30,3%) e em volumes (-29,8%), quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por China (8,4%), Índia (7,3%), Arábia Saudita (7,2%), Argélia e Bangladesh (6,6%, cada um), Nigéria (6,4%), União Europeia (4,3%), Marrocos (4,0%) e Iraque (3,2%); os demais países importadores somam 46,0% de participação.

Na sexta posição está o grupo de cereais, farinhas e preparações (3,7% de representatividade), que apresentou resultados negativos em valores (-1,0%) e em quantidades embarcadas (-4,6%). O milho em grão, principal item do grupo (72,8% de representatividade no grupo), teve reduções em vendas em volume (-8,0%) e em valores (-3,9%). Os principais destinos são Egito (19,8%), Vietnã (12,2%), Irã (10,6%), China (6,8%), União Europeia (5,1%), Venezuela (4,2%)

 

2.4 - Importações do Agronegócio Brasileiro

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro de janeiro a agosto de 2026 foram trigo (US$896,19 milhões, contabilizando 3,94 milhões de toneladas, 15,9% inferior ao volume importado em relação a igual período de 2025), seguido por papel (US$801,76 milhões) e salmões (US$670,39 milhões). A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 40,4% (US$5,42 bilhões) do total importado (US$13,39 bilhões).

3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia), de janeiro a agosto de 2026. caiu 1,1 p.p. nas exportações e subiu 0,2 p.p. nas importações, apontando valores de 19,4% nas exportações e de 31,4% de representatividade para as importações (Figura 5).


Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo de janeiro a agosto de 2026, representaram 15,0% em relação ao agronegócio brasileiro, 1,9 p.p. menor em relação ao mesmo período de 2025, e as importações aumentaram de 1,0 p.p., passando de 28,6% para 29,6% (Figura 5).

A participação dos grupos do agronegócio paulista no agronegócio nacional de janeiro a agosto de 2026 se destacou nos seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (79,8%), produtos alimentícios diversos (70,6%), plantas vivas e produtos de floricultura (64,2%), complexo sucroalcooleiro (63,3%) e demais produtos de origem vegetal (61,9%) (Tabela 5).


Em relação aos principais estados exportadores em valores, São Paulo aparece na segunda posição com 15,0% de participação, atrás do Mato Grosso (19,7%). Os estados do Paraná (10,5%), Minas Gerais (10,1%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso do Sul (6,7%) completam a lista (Figura 6). Esses seis estados somados representam 70,3% das exportações totais do agro brasileiro de janeiro a agosto de 2026.

 

 

 

 

1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção “Tabela de Agrupamentos” em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026.  Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: set. 2026.

 

  

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo.




 


  


 

 

Liberado para publicação em: 24/09/2026

 

 

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE ARTIGO

OLIVEIRA, M. D. M.; ANGELO, J. A.; GHOBRIL, C. N. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Agosto de 2026. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 21, n. 9, p. 1-16, set. 2026. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.