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Estatística

Previsões E Estimativas Das Safras Agrícolas No Estado De São Paulo, Junho De 2001

Ana Maria Montragio Pires de Camargo, Denise Viani Caser, Vera Lucia Ferraz dos Santos Francisco, Júlio César Oliveira

Publicado em

            O Instituto de Economia Agrícola (IEA) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) realizaram, de 03 a 26 de junho, o 5o levantamento de previsões e estimativas da safra paulista, referente ao ano agrícola 2000/01, apresentando os resultados finais para a maioria dos produtos de expressão econômica para o Estado de São Paulo.
            Dentre os produtos que tiveram suas safras encerradas nesse levantamento, observa-se que, em relação ao ano agrícola anterior, a cultura do algodão teve acréscimos de 5,4% na área e de 14,6% no rendimento, resultando numa produção 20,7% maior. O aumento de área cultivada pode ser justificado pelo fortalecimento do mercado interno, em virtude da redução das importações.
            A área plantada com amendoim da seca apresentou pequena recuperação em relação à safra passada, enquanto que o rendimento teve ganhos substanciais (26,6%).
            Para o arroz registraram-se quedas de 10,7% na área plantada e de 7,0% na produção, uma vez que houve acréscimo de 4,2% no rendimento. Esse quadro pode ser explicado por se tratar de cultura de alto risco e baixa rentabilidade, principalmente na cultura de sequeiro.
            Observou-se que no cultivo de batata da seca houve elevação na área cultivada (4,1%), em virtude de preços compensadores na safra passada, e decréscimo de 4,3% no rendimento causado por irregularidades pluviométricas.
            Confirmaram-se os aumentos de área (12,5%) e de produtividade (21,7%), comparativamente a 1999/00, da cultura de feijão da seca, em resposta aos preços compensadores obtidos pelos produtores, nos meses de janeiro e fevereiro desse ano.
            Os resultados para a cultura do milho, relativamente à safra passada, foram confirmados: aumento de 15,0% na área, relacionado às boas condições de mercado durante a comercialização da safra anterior, e acréscimo de 11,0% na produtividade pelo fato de que as condições climáticas foram favoráveis à cultura, o que não havia ocorrido nos dois últimos anos. Também houve maiores investimentos na presente safra.
            As condições climáticas favoreceram o bom rendimento alcançado pela cultura da soja, na safra atual, e foi confirmada pequena redução de área (1,3%).
            Dentre as culturas de inverno, destaca-se o milho safrinha que teve a maior perda de área (15,5%) e grande recuperação do nível de produtividade (142,0%), resultado das melhores condições climáticas em relação às do ano agrícola anterior. Comportamento similar foi observado para a cultura de soja safrinha, embora com menor intensidade, ou seja, decréscimo de área de 1,5% e ganho no rendimento de 38,3%.
            Para a cultura do feijão de inverno espera-se, em relação ao ano agrícola anterior, aumento de 6,4% na área, de 13,8% no rendimento e de 21,1% na produção, como resultado de maior investimento na cultura, associado aos bons preços praticados na comercialização da safra passada.
            A cultura do trigo não apresentou modificação em relação ao levantamento anterior, isto é, esperam-se aumentos de 55,4% na área plantada e de 101,2% na produtividade, o que pode resultar numa produção de 51.650 toneladas, três vezes maior que a obtida em 1999/00. Esse quadro pode ser reflexo da excelente perspectiva para o mercado do trigo produzido internamente.
            Devido à ocorrência de geada e de seca em 2000, confirmam-se as reduções esperadas para área (5,4%), produção (18,9%) e produtividade (20,2%) da cultura do café, relativamente à safra passada.
            As previsões indicam para a cana destinada à indústria aumentos de 3,7% na área plantada e de apenas 1,1% na produtividade, em relação ao ano agrícola anterior.
            A produtividade da cultura da banana, que foi prejudicada no ano agrícola anterior por condições climáticas adversas, deve ser recuperada nessa safra e ficar ao redor de 20.410kg/ha. É esperada queda de 3,6% na área e aumento de 7,6% na produção.
            As informações para a cultura da laranja apontaram redução de 4,2% na área plantada, sendo que a produtividade média por pé deverá ficar 1,6% menor que a obtida na safra passada. Espera-se produção de 335,0 milhões de caixas de 40,8kg, 5,8% inferior à de 1999/00. Esse contexto pode ser explicado pelo abandono de pomares por parte de alguns agricultores e por problemas climáticos nas principais regiões produtoras do Estado.
            A área ocupada com os principais produtos agrícolas do Estado de São Paulo, que tiveram encerradas as colheitas da safra 2000/01, foi 7,94% superior à cultivada em 1999/00, bem como houve aumento de produtividade para a maioria deles. Essa situação reflete o dinamismo da agricultura paulista.
            O próximo levantamento a ser efetuado em setembro de 2001 trará as primeiras informações de intenção de plantio das culturas da safra de verão, e os resultados finais dos produtos agrícolas de inverno e de café.

Como citar

ANA MARIA MONTRAGIO PIRES DE CAMARGO; DENISE VIANI CASER; VERA LUCIA FERRAZ DOS SANTOS FRANCISCO; JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA. Previsões E Estimativas Das Safras Agrícolas No Estado De São Paulo, Junho De 2001. Estatística, 2001. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=523. Acesso em: 23/10/2026.