Análises e Indicadores do Agronegócio
Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro de Janeiro a Setembro de 2017
José Alberto Angelo, Marli Dias Mascarenhas Oliveira, José Roberto Vicente
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O agronegócio3 paulista apresentou exportações crescentes (+4,9%), atingindo US$14,43 bilhões; as importações setoriais subiram (9,9%), somando US$3,67 bilhões, resultando em um superavit de US$10,76 bilhões, o que representa aumento de 3,4% no saldo comercial do agronegócio em relação aos nove primeiros meses de 2016 (Figura 2).
Destaque-se que as importações paulistas nos demais setores - exclusive o agronegócio - somaram US$37,05 bilhões e as exportações US$23,52 bilhões, gerando um deficit comercial desse agregado, de US$13,53 bilhões de janeiro a setembro de 2017. Assim, conclui-se que o comércio exterior paulista seria muito mais deficitário não fosse o desempenho do agronegócio estadual.
Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista, no período de janeiro a setembro de 2017, foram: complexo sucroalcooleiro (US$6,52 bilhões), carnes (US$1,35 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 75,5%), sucos (US$1,31 bilhão, dos quais 97,1% referentes a sucos de laranja), complexo soja (US$1,28 bilhão), e produtos florestais (US$1,28 bilhão). Esses cinco agregados representaram 81,4% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1).
Na comparação do período de janeiro a setembro de 2017 com o de 2016, tiveram crescimento as exportações paulistas de: produtos apícolas (+56,0%); lácteos (+47,6%); rações para animais (+28,8%); bebidas (+26,4%); produtos alimentícios diversos (+15,2%); complexo sucroalcooleiro (+12,0%); produtos florestais (+11,4%); demais produtos de origem vegetal (+10,1); café (+9,8%); frutas (7,2%); e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (+4,4%). Houve redução nas demais4, ou seja: chá, mate e especiarias (-25,3%); fibras e produtos têxteis (-18,5%), couros, produtos de couro e peleteria (-11,2%); carnes (-9,9%); produtos oleaginosos (-7,1%); animais vivos (-7,0%); sucos (-6,0%); pescados (-5,3%); complexo soja (-3,5%); cereais, farinhas e preparações (-3,0%); cacau e seus produtos (-2,7%); plantas vivas e produtos de floricultura (-1,9%); e demais produtos de origem animal (-0,2%) (Tabela 1).
A participação das exportações do agronegócio paulista no total do Estado recuou 1,9 ponto percentual, e a das importações cresceu 0,4 ponto percentual, na comparação dos primeiros nove meses de 2016 e 2017 (Figura 3).
A balança comercial brasileira registrou superavit de US$53,27 bilhões no período de janeiro a setembro de 2017, com exportações de US$164,60 bilhões e importações de US$111,33 bilhões. O aumento no superavit comercial ocorreu em função do aumento nas exportações (18,1%) maior do que o das importações (7,9%) (Figura 4).


Os cinco principais grupos do agronegócio brasileiro nas exportações de janeiro a setembro de 2017 foram: complexo soja (US$27,81 bilhões); carnes (US$11,51 bilhões); complexo sucroalcooleiro (US$9,50 bilhões); produtos florestais (US$8,41 bilhões); e café (US$3,79 bilhões). Esses cinco agregados responderam por 82,5% das vendas externas do agronegócio nacional (Tabela 2).
Na comparação com janeiro a setembro de 2016, aumentaram as exportações de: produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (+49,0%); produtos apícolas (+46,3%); rações para animais (+19,4%); animais vivos (+18,5%); complexo soja (18,2%), complexo sucroalcooleiro (16,3%); produtos alimentícios diversos (15,0%); chá, mate e especiarias (+12,1%); demais produtos de origem vegetal (+9,0%); carnes (+7,2%); frutas (+7,1%); demais produtos de origem animal (+6,3%); bebidas (+5,1%); café (+2,3%); e produtos oleagionosas (+2,1%). Diminuíram as exportações de: lácteos (-27,8); fibras e produtos têxteis (-19,1%); cereais, farinhas e preparações (-13,7%); fumo e seus produtos (-10,1%); cacau e seus produtos (-8,6%); sucos (-5,2%); couros, produtos de couro e peleteria (-3,5%); plantas vivas e produtos de floricultura (-2,7%); e pescados (-0,4%) (Tabela 2).
A participação do agronegócio no total do País recuou 3,3 pontos percentuais nas exportações e nas importações teve ligeira alta de 0,1 ponto percentual (Figura 6).
A participação paulista no total da balança comercial brasileira decresceu em termos das exportações (-1,6 ponto percentual) e também no tocante às importações (-0,9 ponto percentual) (Figura 7).


A participação do agronegócio paulista no agronegócio nacional, de janeiro a setembro de 2017, destacou-se nos grupos: sucos (86,3%); produtos alimentícios diversos (76,0%); complexo sucroalcooleiro (68,6%); plantas vivas e produtos de floricultura (63,3%); demais produtos de origem vegetal (56,4%); lácteos (56,1%); rações para animais (42,9%); produtos oleaginosos (42,6%); demais produtos de origem animal (41,4%); bebidas (30,8%); produtos apícolas (30,03%); e animais vivos (26,7%) (Tabela 3).
Em relação a janeiro a setembro do ano anterior, sobressaíram-se os aumentos nas participações de São Paulo nos grupos: lácteos (+28,6 pontos percentuais); bebidas (+5,2 pontos percentuais); rações para animais (+3,1 pontos percentuais); produtos apícolas (+1,9 ponto percentual); e café (+1,0 ponto percentual). Já as maiores quedas ocorreram nas participações dos grupos: animais vivos (-7,3 pontos percentuais); produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (-6,0 pontos percentuais); produtos oleaginosas (-4,2 pontos percentuais); demais produtos de origem animal (-2,7 pontos percentuais); complexo sucroalcooleiro (-2,7 pontos percentuais); carnes (-2,2 pontos percentuais); couros, produtos de couro e peleteria (-1,7 ponto percentual); e complexo soja (-1,0 ponto percentual) (Tabela 3).
1Estado produtor (Unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a Unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.
2Estado importador (Unidade da Federação importadora) é definido como a Unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.
3Os grupos de produtos do agronegócio podem ser vistos em: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - MAPA. Agrostat. Brasília: MAPA. Disponível em: <http://agrostat2.agricultura.gov.br/index.htm>. Acesso em: nov. 2017.
4Sem considerar a variação do grupo de fumo e seus produtos (sem exportações nos nove primeiros meses de 2016 no Estado de São Paulo).
Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações.
Como citar
JOSÉ ALBERTO ANGELO; MARLI DIAS MASCARENHAS OLIVEIRA; JOSÉ ROBERTO VICENTE. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro de Janeiro a Setembro de 2017. Análises e Indicadores do Agronegócio, 2017. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=14379. Acesso em: 22/10/2026.

