Informações Econômicas — Artigos
Crise da autonomia camponesa entre os moradores de Itinguçu: Estação Ecológica Juréia-Itatins (EEJI)
Nilce da Penha Migueles Panzutti
Publicado em · em v. 33, n. 12 · dez. 2003
Esta pesquisa tem a finalidade de analisar a situação de crise no modo de vida e nas
relações sociais que se instala entre os moradores de Itiguçu com a mudança da sua condição de posseiro em morador a partir da criação da Estação Ecológica Juréia-Itatins (EEJI), Estado de São Paulo, ao longo de três décadas (de 1970 a 2000). Mas não só pelo impacto da criação da Estação como também pela intensificação das relações do núcleo com o meio urbano (Peruíbe), pela sua proximidade e pela frequência das relações que se estabelecem com o mundo moderno através do turismo existente no local, devido à Cachoeira Paraíso. Ao focalizar o trabalho no núcleo Itinguçu procurou apreender, de forma objetiva, a divisão sexual e as relações de gênero subjacentes e seus significados. A pesquisa é baseada em informações obtidas em levantamento de campo com a observação direta e entrevistas direcionadas e/ou com discurso livre, aplicadas em períodos diversos entre 1998 e 2000, aos moradores do bairro de Itinguçu, situado na fronteira da Estação Ecológica Juréia-Itatins e o município de Peruíbe. O trabalho utiliza o recurso da comparação para estabelecer diferenças e semelhanças entre o universo pesquisado e os estudos realizados por Queiroz (1960) e Moura (1978). Dessa análise concluiu-se que os moradores de Itinguçu encontram-se hoje em uma situação de comprometimento da realização e reprodução camponesa tanto quanto dos valores morais que norteiam seu universo, caracterizando-se um estado de anomia social.
Como citar
NILCE DA PENHA MIGUELES PANZUTTI. Crise da autonomia camponesa entre os moradores de Itinguçu: Estação Ecológica Juréia-Itatins (EEJI). Informações Econômicas, v. 33, n. 12, dez. 2003. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=1214. Acesso em: 22/10/2026.

