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Revista de Economia Agrícola — Artigos

Comparação analítica da variação estacional no mercado pesqueiro do Estado de São Paulo

Flavio Condé de Carvalho, Maria de Lourdes do Canto Arruda

Publicado em · em v. 27, t. 1 · 1980

Resumo dos autores

Neste trabalho, foram determinados os padrões estacionais de preços no atacado, quantidades comercializadas no CEAGESP e quantidades desembarcadas de produtos pesqueiros no litoral paulista, no período 1968-75.

Verificou-se a hipótese da existência de sincronização média direta ou inversa entre os padrões das séries do mesmo produto (relação funcional). Quando isso foi confirmado, determinou-se o intervalo médio de tempo, em todas as fases da sua estacionalidade (de janeiro a dezembro), em que os padrões de uma das séries precedem os da outra (relação temporal).

A relação média existente entre os padrões das séries referentes ao mesmo produto foi medida pelo coeficiente de correlação. Posteriormente, aqueles cujos valores encontrados para r foram consideráveis, foram relacionados analiticamente por meio de equações que mediram o grau de oscilação que pode ocorrer num padrão em função da de outro; foi determinado o desvio padrão dessas estimativas.

O camarão mostrou ser o produto cuja estacionalidade de preços é mais sensível em relação à de oferta, seguindo-se a tainha; evidencia-se nesse caso a vantagem da estocagem a frio, principalmente por serem estes produtos considerados nobres.

A sardinha, produto pesqueiro que desperta maior interesse pela sua grande quantidade desembarcada e comercializada, apresenta, pela impressão visual, em determinadas fases, alguma sincronização nos pontos de retorno a seus padrões; e isso, entretanto, não foi evidenciado pelo coeficiente de correlação, pois este fornece apenas o grau médio de relação, durante todo o ano. A ausência de sincronização média desses padrões pode ser devida à grande e constante demanda industrial por sardinha, tanto por ser a principal e (quase) única matéria-prima utilizada para a fabricação de conservas de pescado, como por ser o produto de consumo de proteína animal de grande consumo das classes de menor poder aquisitivo.

Os diferentes valores encontrados para os coeficientes de correlação, equações e desvios padrões dados por essas estimativas, que foram determinados entre as variações estacionais das séries consideradas, podem ser uma conseqüência do grau de substituição que existe na procura de produtos pesqueiros entre si e entre estes e outros elementos fornecedores de proteína animal.

Transcrito da versão digitalizada (p. 13-14).

Como citar

FLAVIO CONDÉ DE CARVALHO; MARIA DE LOURDES DO CANTO ARRUDA. Comparação analítica da variação estacional no mercado pesqueiro do Estado de São Paulo. Revista de Economia Agrícola, v. 27, t. 1, 1980. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=11552. Acesso em: 23/10/2026.