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Revista de Economia Agrícola — Artigos

Agricultura e Protecionismo: Semelhança dos Resultados das Políticas Agrícolas dos Estados Unidos, da Comunidade Européia e do Brasil

José Sidnei Gonçalves

Publicado em · em v. 41, t. 1 · 1994

Resumo dos autores

O trabalho, partindo de um escopo teórico no qual a auto-regulação do mercado configura-se como um mito, procura mostrar a inconsistência no tocante à agricultura, tanto do discurso da liberalização do comércio dentre as nações, como da menor presença do Estado na economia. As políticas agrícolas dos Estados Unidos (EUA) e da Comunidade Européia (CE), lançando mão de instrumentos distintos, alcançam resultados semelhantes, tanto no aspecto do seu sucesso consubstanciado na superprodução, como de seus problemas, tais como: ter abrangido produtos específicos e os benefícios serem apropriados majoritariamente pela parcela de médios e grandes agricultores. No Brasil, a participação estatal também foi decisiva, reproduzindo, inclusive, resultados com elementos de grande semelhança aos dos EUA e da CE. Portanto, a modernização da agricultura foi produto da proteção estatal e não do liberalismo econômico. Desse modo, tal como no século XIX, a propalada liberalização do comércio traz embutida a defesa de interesses específicos das nações hegemônicas no mercado agrícola mundial e não interessa nem ao Brasil nem aos demais países do Terceiro Mundo.

Palavras-chaves: protecionismo, agricultura, política agrícola, e liberalismo.

Resumo

Como citar

JOSÉ SIDNEI GONÇALVES. Agricultura e Protecionismo: Semelhança dos Resultados das Políticas Agrícolas dos Estados Unidos, da Comunidade Européia e do Brasil. Revista de Economia Agrícola, v. 41, t. 1, 1994. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=1124. Acesso em: 23/10/2026.