Revista de Economia Agrícola — Artigos
Perfil setorial da armazenagem a meio ambiente no estado de São Paulo
Sebastião Nogueira Junior
Publicado em · em v. 29, t. 1-2 · 1982
Resumo dos autores
O setor de armazenamento no Brasil teve grande impulso a partir de 1975, quando foi criado o Programa Nacional de Armazenagem (PRONAZEM) com a injeção de grandes investimentos por parte do Governo Federal, visando cobrir as deficiências da capacidade estática previstas em 10 milhões de toneladas para 1980.
A armazenagem a meio ambiente no Estado de São Paulo com uma capacidade estática de 10,4 milhões de toneladas, para 2.307 unidades existentes, de acordo com o Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras realizado pela CIBRAZEM em 1978, representa 22% do total do País, superada apenas pelas dos Estados do Rio Grande do Sul e Paraná. A produção dos principais produtos armazenáveis no Estado em 1977/78 foi pouco superior a 8 milhões de toneladas. Mesmo assim, a capacidade de armazenagem pode ser considerada deficitária tanto no tocante à oferta como na aparelhagem destinada a uma melhor integração com o sistema de transporte. Primeiro pela característica do Estado de São Paulo, de funcionar como ponto de concentração de mercadorias oriundas de várias regiões do País, e segundo pela pequena participação da armazenagem a granel da ordem de 23%.
Há que se ressaltar, contudo, a evolução da capacidade de armazenamento a granel da CEAGESP, que passou de 89 mil toneladas em 1970 para 383 mil toneladas em 1978, conseqüência da modernização da infra-estrutura de comercialização que visa, sobretudo, o transporte de mercadorias a granel, evitando onerar o custo final com a utilização de embalagem.
Dados de capacidade de armazenagem a nível regional confrontados com os de produção apontam a DIRA de Ribeirão Preto como a de maior equilíbrio, enquanto que a DIRA de São Paulo apresenta uma capacidade armazenadora bastante superior à sua capacidade produtiva dada a sua característica de região industrial e escoadora de produtos via Porto de Santos. Maior defasagem, entretanto, ocorre na DIRA de Campinas, onde o volume produzido supera em 45% a capacidade de armazenagem.
Tendo em vista o esperado aumento de produção previsto para os próximos anos, seria aconselhável a concentração de esforços no sentido de modernizar e ampliar o setor de armazenagem, notadamente nas DIRAs de São José do Rio Preto, Marília, Sorocaba e Campinas. À DIRA de Ribeirão Preto, apesar de atualmente contar com uma capacidade de armazenagem razoável, deve ser dado um dinamismo ao setor face ao potencial de expansão da produção. São Paulo, por suas características peculiares de grande região consumidora, deve também ter sua capacidade ampliada e modernizada.
Para a implantação de novas unidades no Estado, sugere-se a realização de um estudo mais aprofundado em que diversas variáveis sejam consideradas, tais como os custos mínimos de armazenagem e transporte, indicadores usuais para localização ótima e tamanho adequado de unidades armazenadoras.
Transcrito da versão digitalizada (p. 21-22).
Como citar
SEBASTIÃO NOGUEIRA JUNIOR. Perfil setorial da armazenagem a meio ambiente no estado de São Paulo . Revista de Economia Agrícola, v. 29, t. 1-2, 1982. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/LerRea.php?codTexto=11049. Acesso em: 23/10/2026.

