1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

No acumulado de janeiro a maio de 2026, as exportações do estado de São Paulo1 somaram US$28,17 bilhões (19,0% do total nacional) e as importações2, US$35,75 bilhões (30,8% do total nacional), registrando déficit comercial de US$7,58 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2025, houve crescimentos nas exportações (+2,9%) e nas importações (+1,2%); essa conjunção de desempenhos resultou na diminuição do déficit (-4,9%) no saldo da balança comercial paulista.

 

A corrente de comércio paulista (que é a soma das exportações e importações) atingiu US$63,92 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, alta de 1,9% em relação a janeiro a maio de 2025, o que demonstra a recuperação da economia paulista. Em um contexto de crescente fragmentação do comércio internacional, com maior utilização de tarifas, restrições regulatórias e acordos preferenciais seletivos, o desempenho da corrente de comércio paulista evidencia a resiliência e a capacidade do Estado de ampliar sua integração aos mercados globais.

 

1.1 – Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio3, de janeiro a maio de 2026 na comparação a igual período do ano anterior, o setor paulista apresentou reduções nas exportações (-3,2%), alcançando US$10,85 bilhões, e aumento nas importações (+0,4%), totalizando US$2,48 bilhões. Com esses resultados, o saldo da balança comercial obteve um superavit de US$8,37 bilhões, 4,2% inferior em relação aos primeiros cinco meses de 2025 (Figura 1).

Em maio, as exportações somaram US$2,32 bilhões (2,7% menor em relação a maio de 2025, quando atingiu US$2,38 bilhões). Mesmo negativo, esse valor diminui a queda de 4,1% apresentada no último relatório referente ao primeiro quadrimestre de 2026, que registrou -3,3%, ou seja, redução de 0,8 ponto percentual no balanço entre os períodos. As menores cotações no mercado internacional para o açúcar e o suco de laranja contribuíram para esse resultado de queda do mês, já que os volumes embarcados foram positivos, somados às menores vendas dos produtos de celulose (-7,5% em valores e -39% no volume) e do grupo do café (-22,6% e -16,0%, em valores e quantidades, respectivamente). Em contrapartida, registraram ganhos em maio de 2026 os grupos de carnes (32,7%) e complexo soja (28,1%), compensando parcialmente essas perdas apresentadas.

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado foi de 38,5%, enquanto a participação das importações setoriais ficou em 6,9% (Figura 1). Em relação a janeiro a maio de 2025, as participações recuaram 2,5 pontos percentuais nas exportações e 0,1 p.p. nas importações.

Há que se destacar que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$17,32 bilhões, e as importações, US$33,27 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$15,95 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026. Dessa forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$8,37 bilhões).

 

1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista de janeiro a maio de 2026 foram: complexo sucroalcooleiro (US$2,32 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico – etanol, 4,9%), setor de carnes (US$1,84 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 83,5%), complexo soja, com vendas de US$1,55 bilhão (84,3% de soja em grão e 10,7% referentes ao farelo), produtos florestais (US$1,41 bilhão, com participações de 65,1% de celulose e 28,8% de papel), e sucos (US$813,24 milhões, dos quais 96,3% referentes a suco de laranja).

Esses cinco agregados representaram 73,1% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1). O grupo de café, tradicional na produção paulista, aparece na sexta posição e, de janeiro a maio de 2026, apresenta vendas de US$689,21 milhões (67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel).


 

Ainda de acordo com a tabela 1, no acumulado de janeiro a maio de 2026 na comparação com igual período de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), e quedas nos grupos de sucos (-39,3%), complexo sucroalcooleiro (-16,6%), e setor de café (-16,5%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

 

1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista

Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio paulista de janeiro a maio de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior são apresentados na tabela 2.



Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (21,3%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou queda de 16,6% em valores e aumento de 8,5% em volumes exportados, acompanhando a redução do faturamento das vendas do açúcar (-12,3% em valores e +13,1% em volume), principal produto do grupo, por conta das desvalorizações nos preços médios dessas commodities de 22,7% para açúcar em bruto e 17,8% para o refinado, quando comparados com janeiro a maio de 2025. Para o álcool, os embarques apresentaram variações negativas de 61,4% em volume e de 57,4% em valores. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os resultados apresentam como principais compradores: Índia (10,4%), Nigéria (9,2%), Arábia Saudita (8,9%), Bangladesh (8,7%), Argélia (6,7%), Emirados Árabes Unidos (5,3%), Iraque (4,9%), União Europeia (4,0%) e China (3,6%); os demais países representam 38,3%.

Na segunda posição de janeiro a maio de 2026, aparece o grupo de carnes, com 17,0% de representatividade no agro paulista, registrando alta em valores (+20,1%) e em volumes embarcados (+4,8%) em relação a igual período de 2025. A carne bovina, principal produto do grupo (83,5% participação), teve crescimentos de 20,9% em valores e de 2,0% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 13,9% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+21,9%) e em volumes (+10,1%). A carne suína (0,7% de participação) apresentou variações negativas em valores (-48,3%) e na quantidade embarcada (-12,6%). Os principais destinos em participação são China (43,9%), Estados Unidos (16,8%), União Europeia (7,0%), Filipinas (3,4%), Arábia Saudita (3,1%) e Hong Kong (2,6%), enquanto os demais países compradores somam 23,2% de participação.

 O grupo composto pelo complexo soja (terceira posição e 14,3% de participação) aponta aumentos nos embarques (+8,7%) e em valores (+17,4%). Para a soja em grão, principal produto do grupo, os resultados obtidos são de maiores vendas nos volumes (+10,1%) e em valores (+18,2%). A China aparece como principal destino em termos de participação de valores (68,5%), seguida de União Europeia (5,2%), Tailândia (4,5%), Irã (+4,0%), Índia (+3,8%) e Indonésia (3,0%); os demais importadores respondem por 11,0% de representatividade.

Na quarta posição na pauta paulista, com 13,0% de participação, aparece o grupo dos produtos florestais, cujo desempenho foi de aumento em valores (+12,7%) e queda na quantidade embarcada (-8,9%) em relação a igual período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou crescimento em valores (+35,4%) e redução nos embarques (-8,1%). Já o papel obteve variações negativas para os valores (-12,0%) e em volumes (-11,7%). O principal destino em participação de valores exportados é a China (50,2%), seguida de União Europeia (12,1%), Estados Unidos (5,0%), Argentina (4,7%), Reino Unido (3,3%), Peru (3,0%) e Chile (2,5%), restando 19,2% para os demais países.

O grupo de sucos ocupa a quinta posição, com 7,5% de representatividade na pauta paulista. O suco de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou queda de 8,4% no valor e incremento de 69,9% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix <=20), as vendas externas também foram menores em valores (-35,3%) e maiores em volumes (+10,6%). Houve quedas para os outros sucos de laranja não fermentados, com reduções em valores (-70,1%) e em volumes (-33,6%). A variação total das exportações do grupo de sucos foi negativa em valores (-39,3%) e positiva nas quantidades embarcadas (+10,1%), e contribuem para esse resultado negativo as desvalorizações dos preços médios dos sucos no período analisado (FCOJ 46,1%, NFC 41,5% e outros sucos de laranja não fermentados 55,0%). Os maiores compradores desse grupo são União Europeia (48,4%), Estados Unidos (38,9%), Japão (3,2%), China (2,8%) e Reino Unido (2,2%); os demais compradores têm 4,5% de participação.

Para o grupo do café (6,4% de participação), os resultados apontaram reduções de 16,5% nos valores e 21,2% no volume das exportações paulistas, influenciado pelo comportamento do café verde (principal produto deste grupo), com quedas nas vendas externas de 23,7% em valores e de 28,6% em quantidades exportadas pelo estado, reflexo do pico da entressafra do produto e baixas expressivas nas cotações do produto nas bolsas internacionais. Para o café solúvel, houve variações positivas de 4,4% em valores e de 21,3% para quantidades, sinalizando possível incremento dos embarques do produto a partir do acordo UE x Mercosul. As importações dos Estados Unidos recuaram de janeiro a maio de 2026, para os cafés verde (-52% em valor e 56% no volume) e solúvel (-61% valor e 47% em volume), mas observa-se uma recuperação no mês de maio de 2026 para esse país, para o qual o volume embarcado do café verde aumentou para 2,5 mil toneladas, acima da média mensal de 1,5 mil toneladas referentes aos meses de janeiro a abril de 2026. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 46,3% do valor exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (10,5%), Rússia (6,5%), Canadá (4,9%), Argentina (4,1%) e Japão (3,8%); os demais países participam com 23,9%.

 

1.4 - Importações do Agronegócio Paulista

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista de janeiro a maio de 2026 foram salmões (US$214,12 milhões), papel (US$213,16 milhões) e vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$115,96). O álcool etílico que figurava como o terceiro principal produto na pauta das importações nos quatro primeiros meses de 2026, recuou para sexta posição, decorrente das menores compras nos meses de abril e maio que somadas atingiram US$240 mil e volume de 89 toneladas do produto, abaixo dos valores acumulado no ano de 2026 (US$96,50 milhões e volume de 158 mil toneladas), reflexo do início da safra 2026/27. A figura 2 apresenta os dez principais produtos que representam 45,4% (US$1,13 bilhão) do total importado (US$2,48 bilhões).


 

 2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superávit de US32,66 bilhões no acumulado do janeiro a maio de 2026, com exportações de US$148,57 bilhões e importações de US$115,91 bilhões. Esse resultado apresenta crescimento de 34,2% no superávit em relação ao janeiro a maio de 2025, quando alcançou US$24,33 bilhões (Figura 3), e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) cresceu 6,2%, atingindo US$264,48 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026. Em um ambiente internacional caracterizado pela reconfiguração das cadeias globais de valor, tensões geopolíticas e adoção crescente de medidas protecionistas, o aumento da corrente de comércio brasileira para US$ 264,48 bilhões evidencia a manutenção da competitividade externa do país e sua capacidade de diversificar parceiros e mercados.


 

2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a maio de 2026 (Figura 3) apresentaram aumento de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o valor de US$70,55 bilhões (47,5% do total nacional). As importações recuaram 3,4% no período, registrando US$8,25 bilhões (7,1% do total nacional).

O saldo da balança comercial dos agronegócios registrou superávit de US$62,30 bilhões, sendo 5,8% maior na comparação com o janeiro a maio de 2025 (Figura 3).

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$78,02 bilhões e importações de US$107,66 bilhões, produziram um déficit de US$29,64 bilhões de janeiro a maio de 2026.

 

2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a maio de 2026 foram complexo soja (US$27,62 bilhões, tendo a soja em grão com 82,9% de participação e 13,2% do farelo de soja), carnes (US$14,31 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 54,6%, 32,3% e 10,7%), produtos florestais (US$6,69 bilhões, com participações de 63,3% de celulose e 21,8% de madeira), café com vendas de US$5,53 bilhões (90,8% referentes ao café verde e 8,0% de café solúvel) e grupo sucroalcooleiro (US$3,51 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 94,9% e o álcool etílico – etanol, 5,0%).

Esses cinco grupos agregados representaram 81,8% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o grupo de fibras e produtos têxteis (US$2,59 milhões, o algodão não cardado nem penteado tem 94,2% de participação) e, em seguida, o grupo de cereais, farinhas e preparações (US$2,44 bilhões, sendo 67,4% do milho em grão).




Ainda conforme a tabela 3, na comparação com o janeiro a maio de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque positivo para o grupo de carnes (+24,2%), complexo soja (+14,9%), cereais, farinhas e preparações (+13,5%) e de fibras e produtos têxteis (+6,4%), enquanto os grupos de complexo sucroalcooleiro (-27,1%), café (-18,7%) e florestais
(-7,5%) apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

 

2.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro

A tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações de janeiro a maio de 2026, em comparação com o janeiro a maio de 2025.


Desses grupos relevantes, o complexo soja aparece na primeira posição (39,2% de participação) nas exportações brasileiras. De janeiro a maio de 2026, as vendas externas cresceram 14,9% em valores e 7,2% em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado, com aumentos de 14,3% nos valores e de 6,9% nas quantidades exportadas. Para o óleo de soja, os embarques apresentaram aumentos em receitas de 61,3% e de 43,5% nos embarques, enquanto o farelo de soja teve variações positivas de 8,9% em valores e de 6,7% em volume. A China representa 57,3% das compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (12,2%), Tailândia (4,2%), Turquia (3,1%) e Índia (2,8%); os demais países importadores somam 20,4%.

O grupo de carnes ocupa a segunda posição na pauta brasileira (20,3% de participação), apresentando ganhos de 24,2% em valores e 11,4% em volume em relação a janeiro a maio de 2025. A carne bovina teve aumentos em valores (+35,3%) e no volume exportado (+14,5%). Para a carne de frango, foram registrados aumentos em valores (+11,8%) e nos embarques (+9,0%), enquanto a carne suína teve crescimentos em valores (+12,5%) e na quantidade (+14,0%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino, com 31,4% das compras de carnes. Na sequência aparecem Estados Unidos (8,1%), União Europeia (6,3%), Japão (5,3%) e Filipinas (4,6%); e os demais países somam 44,3% de participação.

Na terceira posição (9,5% de participação), aparece o grupo de produtos florestais, que de janeiro a maio de registrou quedas para valores (-7,5%) e no volume exportado (-8,2%). As variações de valores e volume foram de, respectivamente, -5,7% e -8,8% para a celulose (principal item do grupo), de -15,3% e -8,9% para a madeira, e -2,3% e -1,3% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China (31,6%), União Europeia (21,6%), Estados Unidos (14,4%), Argentina e México (3,1%, cada um). Os demais países participam com 26,2%.

O grupo do café ocupa a quarta posição e 7,8% de participação apresentou reduções em valores (-18,7%) e em quantidade (-21,3%), puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações negativas de 19,8% em valores, e 22,3% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 47,5% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 12,7%, Japão (5,6%), Turquia (4,1%) e Rússia (3,3%); os demais países somam 26,8% de participação.

O grupo complexo sucroalcooleiro (quinta posição e 5,0% de participação), registrou de janeiro a maio de 2026 quedas de 27,1% em valores e de 5,9% em volumes exportados, acompanhando o comportamento das exportações do açúcar (-25,2% em valores e -3,4% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram reduções de valores (-50,9%) e em volumes (-54,3%), quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por Índia (8,9%), Argélia (8,2%), Bangladesh (8,0%), Nigéria e Arábia Saudita (7,6%, cada um), Iraque (4,7%), Emirados Árabes Unidos (4,1%), União Europeia (3,9%), Iêmen (3,3%) e China (2,8%); os demais países importadores somam 40,9% de participação.

Na sexta posição está o grupo de fibras e produtos têxteis (3,7% de representatividade), que apresentou resultados positivos em valores (+6,4%) e em quantidades embarcadas (+15,8%). O algodão não cardado nem penteado, principal item do grupo (94,2% de representatividade no grupo), registrou maiores vendas em volume (+17,3%) e em valores (+7,6%). Os principais destinos são China (23,2%), Bangladesh (16,7%), Turquia (13,0%), Paquistão (11,7%), Vietnã (11,1%), Índia (7,5%) e Indonésia (5,9%), restando 10,9% de participação para os demais países.

 

2.5 - Importações do Agronegócio Brasileiro

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro de janeiro a maio de 2026 foram trigo (US$503,48 milhões, contabilizando 2,31 milhões de toneladas, 25,4% inferior ao volume importado em relação a igual período de 2025), seguido papel (US$492,51 milhões) e salmões (US$425,13 milhões). A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 40,1% (US$3,31 bilhões) do total importado (US$8,25 bilhões).



3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia), de janeiro a maio de 2026, caiu 1,0 ponto percentual nas exportações e 0,7 p.p. nas importações, apontando valores de 19,0% nas exportações e de 30,8% de representatividade para as importações (Figura 5).



 

Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo de janeiro a maio de 2026 representaram 15,4% em relação ao agronegócio brasileiro, 1,2 p.p. menor em relação ao mesmo período de 2025, e as importações aumentaram 1,2 p.p., passando de 28,9% para 30,1% (Figura 5).

A participação dos grupos do agronegócio paulista no agronegócio nacional de janeiro a maio de 2026 se destacou nos seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (81,2%), produtos alimentícios diversos (69,6%), complexo sucroalcooleiro (65,9%), demais produtos de origem vegetal (61,8%) e plantas vivas e produtos de floricultura (57,9%) (Tabela 5).

  

 

 Em relação aos principais estados exportadores em valores, São Paulo aparece na segunda posição com 15,4% de participação, atrás de Mato Grosso (20,7%) que ocupa a primeira posição.  Os estados de Minas Gerais (10,4%), Paraná (10,3%), Rio Grande do Sul (7,9%) e Goiás (6,5%) completam a lista (Figura 6). Esses seis estados somados representam 71,2% das exportações totais do agro brasileiro de janeiro a maio de 2026.


 

 

 

 

 

 

 

1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026.  Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: jun. 2026.

 

 

 

 

 

 

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo.

 

 

 

 

 


 

 

Liberado para publicação em: 24/06/2026

 

 

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE ARTIGO

OLIVEIRA, M. D. M.; ANGELO, J. A.; GHOBRIL, C. N. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Maio de 2026. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 21, n. 6, p. 1-17, jun. 2026. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.