1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
No
primeiro quadrimestre de 2026, as exportações do estado de São Paulo1
somaram US$21,74 bilhões (18,7% do total nacional), e as importações2,
US$28,32 bilhões (30,9% do total nacional), registrando déficit comercial de
US$6,58 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2025, houve pequena
alta nas exportações (+0,2%) e redução nas importações (-0,7%); essa conjunção
de desempenhos resultou na diminuição do déficit (-3,5%) no saldo da balança
comercial paulista.
A corrente de comércio paulista (que é a soma das exportações e importações) atingiu US$50,06 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026, recuo de 0,3% o que demonstra estabilidade da economia paulista em relação ao primeiro quadrimestre de 2025.
1.1 – Análise Setorial do Agronegócio
Na análise setorial do agronegócio3, no
primeiro quadrimestre de 2026 na comparação a igual período do ano anterior, o
setor paulista apresentou reduções nas exportações (-4,1%), alcançando US$8,47
bilhões, e aumento nas importações (+2,0%), totalizando US$2,02 bilhões. Com
esses resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$6,45
bilhões, 5,8% inferior em relação ao primeiro quadrimestre de 2025 (Figura 1).
Destaque para as exportações no mês de abril de 2026,
que atingiram US$2,40 bilhões (alta de 10,4% em relação a abril de 2025),
diminuindo a queda de 9,5%, registrada no último relatório referente ao
primeiro trimestre de 2026, para -4,1%, ou seja, redução de 5,4 pontos
percentuais. Este desempenho representa a primeira variação
positiva do ano e contrasta com os resultados negativos registrados em janeiro
(-14,6%), fevereiro
(-0,8%) e março (-10,0%). Contribuíram para esse resultado de
recuperação em abril de 2026 as maiores vendas em valores dos grupos de carnes
(37,0%), complexo soja (31,4%) e produtos florestais (49,8%), compensando,
assim, as menores exportações dos grupos do complexo sucroalcooleiro e de sucos,
por conta de menores preços das commodities açúcar e suco de laranja,
importantes produtos na pauta do agro paulista.
A participação das exportações do agronegócio
paulista no total do estado foi de 39,0%, enquanto a participação das
importações setoriais ficou em 7,1% (Figura 1). Em relação ao primeiro
quadrimestre de 2025, as participações recuaram 1,7 ponto percentual nas
exportações e cresceram 0,2 p.p. nas importações.
Há que se destacar que as exportações paulistas nos
demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$13,27
bilhões, e as importações, US$26,30 bilhões, gerando um déficit externo desse
agregado de US$13,03 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026. Dessa forma,
conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido
ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$6,45
bilhões).
1.2 -
Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos
Os cinco principais
grupos nas exportações do agronegócio paulista no primeiro quadrimestre de 2026
foram: complexo sucroalcooleiro (US$1,85 bilhão, sendo que desse total o açúcar
representou 94,1% e o álcool etílico – etanol, 5,9%), setor de carnes (US$1,42
bilhão, em que a carne bovina respondeu por 82,9%), produtos florestais
(US$1,14 bilhão, com participações de 66,3% de celulose e 27,9% de papel),
grupo complexo soja, com vendas de US$1,08 bilhão (85,3% de soja em grão e 9,1%
referentes ao farelo) e o grupo de sucos (US$671,82 milhões, dos quais 96,5%
referentes a suco de laranja).
Esses
cinco agregados representaram 72,7% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela
1). O
grupo de café, tradicional na produção paulista apresenta, no quadrimestre,
vendas de US$556,52 milhões (68,4% referentes ao café verde e 27,5% de café
solúvel).
Ainda de acordo com a tabela 1, no acumulado do
primeiro quadrimestre de 2026 na comparação com igual período de 2025, houve
importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos
da pauta paulista, com aumentos para os grupos de produtos florestais (+18,7%),
setor de carnes (+16,8%) e complexo soja (+9,2%), e quedas nos grupos de sucos
(-39,7%), complexo sucroalcooleiro (-14,8%), e setor de café (-14,9%). Essas
variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das
oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista
Os dados de valor e volume
exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio
paulista no primeiro quadrimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano
anterior são apresentados na tabela 2.
Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que
apresenta a maior participação (21,8%) nas exportações paulistas. No total, o
grupo apresentou queda de 14,8% em valores e aumento de 10,6% em volumes
exportados, acompanhando a redução do faturamento das vendas do açúcar (-9,7%
em valores e +16,3% em volume), principal produto do grupo, com desvalorizações
nos preços médios dessas commodities
de 22,4% para açúcar em bruto e 19,2% para o refinado, quando comparados com o
primeiro quadrimestre de 2025. Para o álcool, os embarques apresentaram
variações negativas de 59,9% em volume e de 55,5% em valores. Os destinos das exportações desse grupo
são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os
resultados apresentam como principais compradores: Índia (12,0%), Nigéria (8,8%), Arábia Saudita
(8,3%), Bangladesh (7,6%), Emirados Árabes Unidos (6,6%), Argélia (6,1%),
Iraque (6,0%), Omã (3,9) e Malásia (3,5%); os demais países representam 37,2%.
Na segunda posição no primeiro
quadrimestre de 2026, aparece o grupo de
carnes, com 16,7% de representatividade no agro paulista, e que registrou alta
em valores (+16,8%) e em volumes embarcados (+3,2%) em relação a igual período
de 2025. A carne bovina, principal produto do grupo (82,9% participação), teve
crescimento de 17,3% em valores e queda de 0,2% no volume exportado. Para a
carne de frango, segundo produto com 14,5% de participação no grupo, o
desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+21,1%) e em volumes
(+9,5%). A carne suína (0,7% de participação) apresentou variações negativas em
valores
(-52,6%) e na quantidade embarcada (-13,8%). Os principais
destinos em participação são China (42,0%), Estados Unidos (17,4%), União Europeia
(7,3%), Filipinas (3,4%), Arábia Saudita (3,2%) e Hong Kong (2,7%), enquanto os
demais países compradores somam 24,0% de participação.
O grupo dos produtos florestais ocupa a terceira posição na pauta paulista com 13,5% de participação, e seu desempenho foi de aumento em valores (+18,7%) e queda na quantidade embarcada (-1,4%) em relação a igual período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou crescimentos em valores (+50,4%) e nos embarques (+3,2%). Já o papel obteve variações negativas para os valores (-12,8%) e em volumes (-11,8%). O principal destino em participação de valores exportados é a China (51,8%), seguida de União Europeia (11,6%), Argentina (4,6%), Estados Unidos (4,4%), Reino Unido (3,8%), Peru (3,0%) e Egito (2,4%), restando 18,4% para os demais países.
O grupo composto pelo complexo soja (quarta posição
e 12,8% de participação) teve aumentos nos embarques (+0,8%) e em valores
(+9,2%); para a soja em grão, principal produto do grupo, os resultados obtidos
são de maiores vendas nos volumes (+3,7%) e em valores (+10,8%). A China aparece como principal destino em
termos de participação de valores (70,5%), seguida de União Europeia (5,0%),
Irã (+4,7%), Índia (+4,0%) e Tailândia (3,5%); os demais importadores respondem
por 12,3% de representatividade.
O grupo de sucos ocupa a quinta posição com 7,9% de
representatividade na pauta paulista, o suco de laranja
(FCOJ concentrado e congelado) registrou queda de 13,6% no valor e incremento
de 56,9% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix
<=20), as vendas externas também foram menores em valores (-35,1%) e maiores
em volumes (+10,0%). Houve quedas para os outros sucos de laranja não
fermentados, com reduções em valores (-67,6%) e em volumes (-24,6%). A variação
total das exportações do grupo de sucos foi negativa em valores (-39,7%) e
positiva nas quantidades embarcadas (+10,7%), e contribuem para esse resultado
negativo as desvalorizações dos preços dos sucos no período analisado (FCOJ
44,9%, NFC 41,0% e outros sucos de laranja não fermentados 57,1%). Os maiores
compradores desse grupo são União Europeia (50,1%), Estados Unidos (36,9%), Japão
(3,1%), Reino Unido e China (2,6%, cada um); os demais compradores têm 4,7% de
participação.
Para o grupo do café (6,6% de participação), os resultados apontaram reduções de 14,9% nos valores e 22,5% no volume das exportações paulistas, influenciado pelo comportamento do café verde (principal produto deste grupo), com quedas nas vendas externas de 21,2% em valores e de 29,6% em quantidades exportadas pelo estado, reflexo do pico da entressafra do produto. Para o café solúvel, apresentou variações positivas de 2,3% em valores e de 17,3% para quantidades. As importações dos Estados Unidos recuaram no primeiro quadrimestre de 2026 para os cafés verde (-60% em valor e 64% no volume) e solúvel (-64% valor e 52% em volume), impactando nos resultados totais do grupo, com quedas em valores (60%) e em volumes (63%) para o país norte-americano. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 48,8% do valor exportado. Na sequência, aparecem Estados Unidos (9,5%), Rússia (6,5%), Canadá (4,7%) e Argentina e Japão (3,6%, cada um); os demais países participam com 23,3%.
1.4 - Importações do Agronegócio
Paulista
Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no primeiro quadrimestre de 2026 foram salmões (US$171,44 milhões), papel (US$169,97 milhões), seguido e álcool etílico (US$96,37 milhões), sofrendo ainda os impactos de desequilíbrios causados por uma combinação de fatores climáticos, estratégias de estocagem e a transição entre as safras caracterizada por quebra de safra e entressafra prolongada, enquanto a nova safra iniciada em abril de 2026 não abastece o mercado doméstico. A figura 3 apresenta os dez principais produtos que representam 45,9% (US$926,67 milhões) do total importado (US$2,02 bilhões).
2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL
A balança comercial brasileira registrou superávit
de US24,78 bilhões no acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, com
exportações de US$116,55 bilhões e importações de US$91,77 bilhões. Esse resultado
apresenta crescimento de 43,5% no superávit em relação ao primeiro quadrimestre
de 2025, quando alcançou US$17,27 bilhões (Figura 3), e a corrente de comércio
(soma das exportações e importações) cresceu 6,2%, atingindo US$208,32 bilhões
no acumulado de janeiro a abril de 2026.
2.1 - Análise
Setorial do Agronegócio
Na análise setorial, as
exportações do agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026 (Figura
3) apresentaram aumento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior,
alcançando o valor de US$54,59 bilhões (46,8% do total nacional). As importações recuaram 3,5% no
período, registrando US$6,63 bilhões (7,2% do total nacional).
O saldo da balança comercial
dos agronegócios registrou superávit de US$47,96 bilhões, sendo 4,8% maior na
comparação com o primeiro quadrimestre de 2025 (Figura 3).
Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi
deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores
da economia, com exportações de US$61,96 bilhões e importações de US$85,14
bilhões, produziram um déficit de US$23,18 bilhões no primeiro quadrimestre de
2026.
2.2 -
Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos
Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026 foram: complexo soja (US$20,15 bilhões, tendo a soja em grão com 82,3% de participação e 13,5% do farelo de soja), carnes (US$11,14 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 53,9%, 32,6% e 11,1%), produtos florestais (US$5,31 bilhões, com participações de 64,4% de celulose e 21,2% de madeira), grupo do café com vendas de US$4,51 bilhões (91,1% referentes ao café verde e 7,9% de café solúvel) e grupo sucroalcooleiro (US$2,82 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 94,0% e o álcool etílico – etanol, 5,9%).
Esses cinco grupos agregados representaram 80,5% das
vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o
grupo de cereais, farinhas e preparações (US$2,28 bilhões, sendo 69,7% do milho
em grão).
Ainda conforme a tabela 3, na comparação com o
primeiro quadrimestre de 2025, houve importantes variações nos valores
exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com
destaque positivo para o grupo de carnes (+20,7%), complexo soja (+14,5%), e de
cereais, farinhas e preparações (+10,2%), enquanto os grupos de complexo
sucroalcooleiro (-25,4%), café (-17,4%) e florestais (-6,5%), apresentaram
reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da
composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
2.3 - Exportações dos Principais Produtos do
Agronegócio Brasileiro
A tabela 4 apresenta os
dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais
relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações no primeiro
quadrimestre de 2026, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025.
Desses grupos relevantes, o
grupo complexo soja aparece
na primeira posição (36,9% de participação) nas exportações brasileiras. No
primeiro quadrimestre de 2026, as vendas externas cresceram 14,5% em valores e
7,7% em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado,
com aumentos de 14,3% nos valores e de 7,5% nas quantidades exportadas. Para o
óleo de soja, os embarques apresentaram aumentos em receitas de 64,5% e de
47,0% nos embarques, e o farelo de soja teve
variações positivas de 6,1% em valores e de 5,7% em volume. A China representa 56,4% das compras em
valores desse grupo, seguida por União Europeia (11,8%), Tailândia (4,2%),
Turquia (3,2%) e Índia (2,8%); os demais países importadores somam 21,6%.
O grupo de carnes ocupa a
segunda posição na pauta brasileira (20,4% de participação), apresentando
ganhos de 20,7% em valores e 8,7% em volume em relação ao primeiro quadrimestre
de 2025. A carne bovina teve aumentos em valores (+32,5%) e no volume exportado
(+13,7%). Para a carne de frango, foram registrados aumentos em valores (+6,4%)
e nos embarques (+4,5%), e a carne suína, crescimentos em valores (+14,9%) e na
quantidade (+15,5%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino,
com 29,5% das compras de carnes, e na sequência aparecem Estados Unidos (8,7%),
União Europeia (6,2%), Japão (5,2%) e Filipinas (5,0%); os demais países somam
45,6% de participação.
Na terceira posição (9,7% de participação), aparece o grupo de produtos florestais, no primeiro quadrimestre de registrou quedas para valores (-6,5%) e no volume exportado (-5,9%). As variações de valores e volume foram de, respectivamente, -2,7% e -4,6% para a celulose (principal item do grupo), de -18,0% e -11,0% para a madeira, e -3,3% e -0,8% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China (33,4%), União Europeia (20,6%), Estados Unidos (14,0%), Argentina (3,0%) e México (2,9%); os demais países participam com 26,1%.
O grupo do café, que ocupa a quarta posição e tem 8,3% de
participação, apresentou reduções em valores (-17,4%) e em quantidade (-24,1%),
puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações negativas de
18,6% em valores e 25,2% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às
participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia
representa 48,3% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 12,6%, Japão
(5,7%), Turquia (4,3%) e Rússia (3,3%); os demais países somam 25,8% de
participação.
O grupo complexo sucroalcooleiro (quinta posição e
5,2% de participação), no primeiro quadrimestre de 2026 registrou quedas de
25,4% em valores e de 3,3% em volumes exportados, acompanhando o comportamento
das exportações do açúcar (-23,5% em valores e -0,6% em volume). Para o álcool,
os embarques apresentaram reduções de valores (-46,4%) e em volumes (-50,4%),
quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os
destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de
participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por Índia
(10,1%), Argélia (7,8%), Arábia Saudita (7,2%), Bangladesh e Nigéria (6,9%,
cada um), Iraque (5,8%), Emirados Árabes Unidos (5,1%), União Europeia e Iêmen
(3,5%) e Omã (3,3%); os demais países importadores somam 39,9% de participação.
Na sexta posição está o grupo de cereais, farinhas e preparações (4,2%
de representatividade), que apresentou resultados positivos em valores (+10,2%) e em quantidades embarcadas (+13,4%). O
milho em grão, principal item do grupo (69,7% de representatividade no grupo),
registrou maiores vendas em volume (+19,0%) e em valores (+17,4%). Os
principais destinos são Vietnã (17,8%), Egito (17,0%), Irã (15,0%), Argélia
(5,4%) e Venezuela (4,5%), restando 40,3% de participação para os demais
países.
2.5 - Importações do Agronegócio Brasileiro
Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026 foram: papel (US$389,78 milhões), trigo (US$369,64 milhões, contabilizando 1,72 milhão de toneladas, 30,1% inferior ao volume importado em relação a igual período de 2025) e salmões (US$341,09 milhões). A figura 4 apresenta os dez principais produtos, que representam 39,7% (US$2,64 bilhões) do total importado (US$6,63 bilhões).
3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL
A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia), no primeiro quadrimestre de 2026, caiu 1,6 ponto percentual nas exportações e 1,0 p.p. nas importações, apontando valores de 18,7% nas exportações e de 30,9% de representatividade para as importações (Figura 5).
Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo no primeiro quadrimestre de 2026 representaram 15,5% em relação ao agronegócio brasileiro, 1,3 p.p. menor em relação ao mesmo período de 2025, e as importações aumentaram 1,7 p.p., passando de 28,8% para 30,5% (Figura 5).
A participação dos grupos do agronegócio paulista no agronegócio nacional no primeiro quadrimestre de 2026 se destacou nos seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (80,8%), produtos alimentícios diversos (69,4%), complexo sucroalcooleiro (65,7%), demais produtos de origem vegetal (62,6%) e plantas vivas e produtos de floricultura (53,4%) (Tabela 5).
Em relação aos principais estados exportadores em valores, São Paulo aparece na segunda posição com 15,5% de participação, atrás do Mato Grosso (20,7%), que ocupa a primeira posição. Os estados de Minas Gerais (10,6%), Paraná (10,5%), Rio Grande do Sul (7,8%) e Mato Grosso do Sul (6,4%) completam a lista (Figura 6). Esses seis estados somados representam 71,5% das exportações totais do agro brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026.
1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.
2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.
3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: maio 2026.
Palavras-chave:
agronegócio, balança comercial, exportações,
importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo.
Liberado para publicação em: 19/05/2026
COMO CITAR ESTE ARTIGO
GHOBRIL, C. N.; ANGELO, J. A.; OLIVEIRA, M. D. M. Balança
Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Abril de 2026. Análises
e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 21, n. 5, p. 1-16, maio 2026.
Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.

