1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Em janeiro de 2026, as exportações do Estado de São Paulo1 somaram US$4,50 bilhões (17,9% do total nacional), e as importações2, US$6,65 bilhões (32,0% do total nacional), registrando déficit comercial de US$2,15 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2025, houve quedas nas exportações (-12,1%) e nas importações (-1,2%); essa conjunção de desempenhos resultou no acréscimo do déficit (+33,5%) no saldo da balança comercial paulista.


1.1 – Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio3, em janeiro de 2026, na comparação com o janeiro do ano anterior, o setor paulista apresentou redução nas exportações (-16,7%), alcançando US$1,84 bilhão, e aumento nas importações (+1,9%), totalizando US$0,53 bilhão; com esses resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$1,31 bilhão, 22,5% inferior em relação a janeiro de 2025 (Figura 1).

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado em janeiro de 2026 foi de 40,9%, enquanto a participação das importações setoriais ficou em 8,0% (Figura 1). Em relação a janeiro de 2025, as participações recuaram 2,3 pontos percentual nas exportações e cresceram 0,3 p.p. nas importações.

Há que se destacar que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$2,66 bilhões, e as importações, US$6,12 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$3,46 bilhões em janeiro de 2026. Dessa forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$1,31 bilhão).


1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista em janeiro de 2026 foram: complexo sucroalcooleiro (US$465,32 milhões, sendo que desse total o açúcar representou 96,9% e o álcool etílico – etanol, 3,1%), produtos florestais (US$346,90 milhões, com participações de 75,3% de celulose e 21,1% de papel), setor de carnes (US$305,81 milhões, em que a carne bovina respondeu por 82,8%), grupo de sucos (US$163,86 milhões, dos quais 96,1% referentes a suco de laranja) e destaque para o grupo de café com vendas de US$132,50 milhões (74,5% referentes ao café verde e 22,9% de café solúvel). Esses cinco agregados representaram 76,8% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1). Já o grupo complexo soja aparece na décima posição, com vendas de US$49,96 milhões (48,1% referentes ao farelo de soja e 29,8% de soja em grão), com previsão de maiores vendas externas a partir de fevereiro de 2026 com o início da colheita.

Ainda de acordo com a tabela 1, em janeiro de 2026, na comparação com janeiro de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de produtos florestais (+22,8%), setor de carnes (+11,6%) e complexo soja (+7,2%), e quedas nos grupos de sucos (-53,1%), complexo sucroalcooleiro (-25,0%) e café (-20,4%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


 

 

1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista

Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio paulista em janeiro de 2026, frente ao mesmo período do ano anterior, são apresentados na tabela 2.

Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (25,3%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 25,0% em valores e 0,1% em volumes exportados, acompanhando a redução do faturamento das vendas do açúcar (-17,8% em valores e +6,6% em volume), principal produto do grupo, com desvalorizações nos preços médios dessas commodities de 21,9% para açúcar em bruto e 26,4% para o refinado, quando comparados com o mês de janeiro de 2025. Para o álcool, os embarques apresentaram variações negativas de 77,9% em volume e de 79,7% em valores. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os resultados apresentam como principais compradores: Emirados Árabes Unidos (26,0%), Índia (8,1%), Arábia Saudita (7,7%), Nigéria (7,2%), Argélia (5,5%), Irã (5,2%), Malásia (4,9%), Iraque (4,5%) e Iêmen (4,0%); os demais países somam 26,9%.

O grupo dos produtos florestais ocupa a segunda posição na pauta paulista com 18,8% de participação, e seu desempenho foi de aumento em valores (+22,8%) e queda na quantidade embarcada (-6,8%) em relação a igual período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou incremento em valores (+57,9%) e menores embarques (-1,9%). Já o papel obteve variações negativas para os valores (-23,3%) e em volumes (-21,7%). O principal destino em participação de valores exportados é a China (56,4%), seguida de União Europeia (15,6%), Argentina (3,6%), Estados Unidos (3,2%) e Peru (3,1%); outros países somam 18,1% de participação.

Na terceira posição em janeiro de 2026, aparece o grupo de carnes, com 16,6% de representatividade no agro paulista, que apresentou altas em valores (+11,6%) e em volumes embarcados (+0,7%) em relação ao mês de janeiro de 2025. A carne bovina, principal produto, obteve alta de 12,1% em valores e queda de 0,8% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 14,9% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+13,2%) e em volumes (+2,0%). A carne suína (0,4% de participação) apresentou variações negativas em valores (-68,2%) e na quantidade embarcada (-23,7%). Os principais destinos em participação são China (41,3%), Estados Unidos (16,7%), União Europeia (7,4%), Arábia Saudita (3,9%), Filipinas (3,8%) e Hong Kong (2,7%), enquanto os demais países compradores somam 24,2% de participação.

O grupo de sucos ocupa a quarta posição, com 8,9% de representatividade na pauta paulista. O suco de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou quedas de 54,5% no


valor e de 31,8% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix <=20), as vendas externas também foram menores em valores (-60,6%) e em volumes (-39,1%), e o mesmo comportamento de queda para os outros sucos de laranja não fermentados, com reduções em valores (-61,9%) e em volumes (-4,6%). A variação total das exportações do grupo de sucos foi negativa em valores (-53,1%) e nas quantidades embarcadas (-27,6%), e contribuem para esse resultado negativo as desvalorizações dos preços dos sucos no período analisado - FCOJ (39,0%), NFC (35,3%) e outros sucos de laranja não fermentados (60,1%). Os maiores compradores desse grupo são União Europeia (66,0%), Estados Unidos (20,2%), Reino Unido (6,6%) e Japão (2,6%); os demais compradores têm 4,6% de participação.

Para o grupo do café (quinta posição e 7,2% de participação), os resultados apontaram reduções de 20,4% nos valores e 34,6% no volume das exportações paulistas, influenciado pelo comportamento do café verde (principal produto deste grupo), com quedas nas vendas externas de 16,7% em valores e de 36,8% em quantidades exportadas pelo estado. Para o café solúvel, houve também variações negativas de 28,1% em valores e de 22,5% em volume comercializado. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 48,0% do valor exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (9,7%), Rússia (9,3%), Canadá (5,6%), Japão (4,5%) e Argentina (3,4%); os demais países participam com 19,6%.

O grupo composto pelo complexo soja apontam reduções nos embarques (-3,2%) e ganhos em valores (+7,2%). Para a soja em grão, principal produto do grupo, os resultados obtidos são de quedas nos volumes (-2,3%) e alta em valores (+2,4%). A China aparece como principal destino em termos de participação de valores (28,2%), seguida de Irã (17,8%), Indonésia (14,8%), Índia (10,9%), Coreia do Sul (7,6%), Bangladesh (6,6%); os demais importadores somam 14,1% de representatividade.


1.4 - Importações do Agronegócio Paulista

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista em janeiro de 2026 foram: papel (US$51,18 milhões), álcool etílico (US$50,67 milhões) e salmões (US$45,51 milhões). A figura 3 apresenta os dez principais produtos que representam 49,7% (US$265,75 milhões) do total importado (US$534,34 milhões).

 

2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superávit de US4,34 bilhões em janeiro de 2026, com exportações de US$25,15 bilhões e importações de US$20,81 bilhões. Esse resultado apresenta crescimento de 85,5% no superávit em relação ao mês de janeiro de 2025, quando alcançou US$2,34 bilhões (Figura 3), e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) diminuiu 5,2%, atingindo US$45,96 bilhões no primeiro mês de 2026.

2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro em janeiro de 2026 (Figura 3) apresentaram queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o valor de US$10,76 bilhões (42,8% do total nacional). As importações recuaram 11,4% no período, registrando US$1,63 bilhão (7,8% do total nacional).

O saldo da balança comercial dos agronegócios registrou superávit de US$9,13 bilhões em janeiro de 2026, sendo 0,3% menor na comparação com janeiro de 2025 (Figura 3).

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$14,39 bilhões e importações de US$19,18 bilhões, produziram um déficit de US$4,79 bilhões no primeiro mês de 2026.


2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro em janeiro de 2026 foram: carnes (US$2,58 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 54,1%, 33,3% e 10,4%), complexo soja (US$1,66 bilhão, tendo a soja em grão com 50,2% de participação e 40,1% do farelo de soja), produtos florestais (US$1,38 bilhão, com participações de 69,3% de celulose e 17,6% de madeira), grupo de cereais, farinhas e preparações (US$1,12 bilhão, sendo 82,9% do milho em grão) e o grupo do café com vendas de US$1,10 bilhão (92,5% referentes ao café verde e 6,6% de café solúvel). Esses cinco grupos agregados representaram 72,8% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o grupo sucroalcooleiro (US$752,05 milhões, sendo que, desse total, o açúcar representou 96,6% e o álcool etílico – etanol, 3,2%)

Ainda conforme a tabela 3, na comparação com janeiro de 2025, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque positivo para o complexo soja (+49,4%), carnes (+24,0%) e de cereais, farinhas e preparações (+11,3%), enquanto os grupos complexo sucroalcooleiro (-31,8%), café (-24,7%) e florestais (-8,8%) apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


 

2.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro

A tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações em janeiro de 2026, em comparação com janeiro de 2025.

Desses grupos relevantes, o grupo de carnes aparece na primeira posição na pauta brasileira (24,0% de participação), apresentando ganhos de 24,0% em valores e 11,1% em volume em relação a janeiro de 2025. A carne bovina teve aumentos em valores (+40,0%) e no volume exportado (+25,4%). Para a carne de frango, foram registrados aumentos em valores (+6,1%) e nos embarques (+4,0%); para carne suína, crescimentos em valores (+15,5%) e na quantidade (+13,9%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino, com 29,4% das compras de carnes; na sequência aparecem Estados Unidos (7,6%), União Europeia (6,1%), Filipinas (5,1%), Emirados Árabes Unidos (4,9%), Japão (4,4%) e Arábia Saudita (4,3%); os demais países somam 38,2% de participação.

O grupo complexo soja caiu para segunda posição (15,4% de participação) nas exportações brasileiras. Em janeiro de 2026, as vendas externas cresceram 49,4% em valores e 38,3% em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado, com aumentos de 91,7% nos valores e de 75,5% nas quantidades exportadas, e a previsão é de crescimento das exportações com a colheita dessa safra avançando no em fevereiro de 2026. Para o óleo de soja, os embarques apresentaram ganhos em receitas de 77,8% e de 66,2% nos embarques, e o farelo de soja teve variações positivas de 13,7% em valores e de 12,8% em volume. A China representa 28,2% das compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (14,3%), Indonésia (11,6%), Tailândia (9,5%), Índia (6,6%) e Coreia do Sul (4,2%); os demais países importadores somam 25,6%.

Na terceira posição (12,8% de participação), aparece o grupo de produtos florestais, que em janeiro de 2026 registrou quedas para valores (-8,8%) e no volume exportado (-11,1%). As variações de valores e volume foram de, respectivamente, -6,1% e -7,7% para a celulose (principal item do grupo), de -17,5% e -23,3% para a madeira, e -8,2% e -6,1% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China (34,7%), União Europeia (22,7%), Estados Unidos (11,6%), Argentina (2,8%) e México (2,5%); os demais países participam com 23,7%.

O grupo de cereais, farinhas e preparações, na quarta posição e com 10,4% de representatividade, apresentou resultados positivos em valores (+11,3%) e em quantidades embarcadas (+12,8%). O milho em grão, principal item do grupo (82,9% de representatividade no grupo), registrou maiores vendas em volume (+18,2%) e em valores (+18,9%). Os principais destinos são Irã (25,6%), Vietnã (21,9%), Egito (10,6%), Argélia (7,2%) e Arábia Saudita (4,2%), restando 30,5% de participação para os demais países.

Na quinta posição aparece o grupo do café (10,2% de participação), que apresentou reduções em valores (-24,7%) e em quantidade (-42,1%), puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações negativas de 23,7% em valores, e 42,4% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 43,4% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 16,2%, Japão (7,6%), Rússia (3,8%), Turquia (3,7%) e Canadá (3,0%); os demais países somam 22,3% de participação.

O grupo complexo sucroalcooleiro (sexta posição e com 7,0% de participação), registrou em janeiro de 2026 quedas de 31,8% em valores e 6,9% em volumes exportados, devido às menores exportações do açúcar (-27,2% em valores e -2,1% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram reduções de valores (-76,8%) e em volumes (-76,0%), quando comparados com janeiro do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por Emirados Árabes Unidos (19,0%), Índia (7,2%), Nigéria (7,0%), Iraque (6,5%), Arábia Saudita (5,5%), Argélia e Bangladesh (5,3%, cada um), Iêmen (4,9%); os demais países importadores somam 39,3% de participação.

 

2.4 - Importações do Agronegócio Brasileiro

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro em janeiro de 2026 foram: papel (US$108,60 milhões), trigo (US$106,43 milhões, contabilizando 504 mil toneladas, 29,7% inferior ao volume importado em relação ao primeiro mês de 2025) e salmões (US$93,01 milhões). Destaque para o aumento das importações de álcool etílico (etanol), passando de 21 milhões de litros em janeiro de 2025 para 140 milhões em janeiro de 2026, conforme as previsões anunciadas pelo mercado no segundo semestre de 20254, 5. A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 41,4% (US$675,85 milhões) do total importado (US$1,63 bilhão).

3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia), em janeiro de 2026, caiu 2,3 p.p. nas exportações, enquanto as importações cresceram em 2,8 p.p., apontando valores de 17,9% nas exportações e de 32,0% de representatividade para as importações (Figura 5).

Figura 5 - Participações da balança comercial paulista no total do Brasil e do agronegócio paulista no brasileiro, janeiro de 2025 e 2026.

Fonte: Elaborada pelos autores a partir de dados do MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS. Sistema ComexStat. Brasília: MDIC, 2026. Disponível em: http://comexstat.mdic.gov.br. Acesso em: fev. 2026; organizado conforme a classificação dos grupos de produtos dos agronegócios do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: fev. 2026.

 

Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo em janeiro de 2026 representaram 17,1% do agronegócio brasileiro, 3,0 p.p. menor em relação a janeiro de 2025, enquanto as importações aumentaram 4,2 p.p., passando de 28,3% para 32,5% (Figura 5).

A participação dos grupos do agronegócio paulista no agronegócio nacional em janeiro de 2026 se destacou nos seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: produtos alimentícios diversos (69,2%), sucos (65,0%), complexo sucroalcooleiro (61,9%), bebidas (58,1%) e demais produtos de origem vegetal (55,4%) (Tabela 5).

Em relação aos principais estados exportadores em valores, São Paulo aparece na primeira posição com 17,1% de participação, seguido de Mato Grosso (16,7%), Minas Gerais (11,5%), Rio Grande do Sul (9,9%), Paraná (9,9%) e Mato Grosso do Sul (5,7%) (Figura 6). Esses seis estados somados representam 70,8% das exportações totais do agro brasileiro no primeiro mês de 2026.

Figura 6 - Participação (%) UFs nas exportações (em valores) dos produtos do agro Brasil, janeiro de 2026.

Fonte: Elaborada pelos autores a partir de dados do MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS. Sistema ComexStat. Brasília: MDIC, 2026. Disponível em: http://comexstat.mdic.gov.br. Acesso em: fev. 2026; organizado conforme a classificação dos grupos de produtos dos agronegócios do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: fev. 2026.


1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção “Tabela de Agrupamentos” em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: fev. 2026.

 

4https://www.argusmedia.com/pt/news-and-insights/latest-market-news/2767651-importacoes-de-etanol-podem-dobrar-na-entressafra

 

5https://globorural.globo.com/biocombustiveis/noticia/2025/10/importacao-de-etanol-deve-ficar-vantajosa-a-partir-de-dezembro.ghtml

 

 

 

 

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo.



 

 

 

COMO CITAR ESTE ARTIGO

OLIVEIRA, M. D. M.; GHOBRIL, C. N.; ANGELO, J. A. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro de 2026. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 1-16, fev. 2026. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.