
A produção mundial de soja foi de 358,3 milhões de
toneladas em 2018/19, com aumento de 4,8% em comparação a safra precedente. Em
2019/20 a produção mundial do grão deve ser de 337,7 milhões de toneladas, 5,7%
menor que a obtida na temporada passada. Essa diminuição se justifica pela
redução no plantio da oleaginosa nos Estados Unidos e na Argentina com o
intuito de reduzir os elevados estoques de passagem, conforme o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA)1.
Na temporada 2019/20 o Brasil deve liderar a
produção mundial de soja quando o país deverá produzir 123,0 milhões de
toneladas enquanto a produção estadunidense deve ser de 96,8 milhões de
toneladas, seguidos pela Argentina com 53,0 milhões de toneladas.
O Brasil também é o maior exportador de soja,
responsável pela metade de todo grão transacionado no mundo. Em 2019/20 as
exportações brasileiras devem alcançar 76,0 milhões de toneladas, ligeiramente acima,
1,4%, das registradas na temporada passada. A China deverá continuar a ser a
principal compradora da soja brasileira.
Em termos da produção de farelo o Brasil ocupa a
quarta colocação depois de China, Estados Unidos e Argentina. A produção
brasileira de farelo de soja deve ser de 33,9 milhões de toneladas, 3% maior em
2019/20, das quais 55,0% são destinados ao mercado interno. A importância do
mercado doméstico de farelo de soja reside, principalmente, na demanda para a
fabricação de rações principalmente para a avicultura. Além de grande
consumidor em seu mercado interno, o Brasil é o maior exportador de carne de
frango.
Na produção mundial de óleo de soja, o Brasil ocupa
a mesma colocação que a de farelo. Em 2019/20 o país deverá produzir 8,4
milhões de toneladas, das quais a maior parte, 88%, é voltada ao mercado
interno. O consumo para fins alimentícios e em especial para a produção de
biodiesel justifica a supremacia do mercado doméstico de óleo de soja.
No que tange a produção brasileira, a Companhia
Nacional de Abastecimento (CONAB)2 estima que a produção nacional de
soja deva crescer 7,1% e alcançar 123,2 milhões de toneladas na safra a ser
colhida em 2020. Os maiores produtores são Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do
Sul onde, com exceção do estado gaúcho, é esperado aumento na produção da
oleaginosa.
Em solo paulista a sojicultora apresentou
crescimento nos últimos anos, o que também deve ocorrer na safra 2019/20 quando
a produção deve atingir 3,51 milhões de toneladas 8,2% a mais em relação à
temporada passada, conforme o Instituto de Economia Agrícola e Coordenadoria de
Desenvolvimento Rural Sustentável (IEA/CDRS)3.
A demanda internacional e o consumo brasileiro de seus derivados – farelo para ração animal e óleo para fins comestíveis e energéticos para a produção de biodiesel – sustentam a rentabilidade da oleaginosa que define a expansão da sojicultora em todo do país.
1UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Foreign Agricultural
Service. Oilseeds: world markets and
trade. Washington: USDA: FAS, 2020. Disponível em: https://apps.fas.usda.gov/psdonline/circulars/oilseeds.pdf.
Acesso em: fev. 2020.
2COMPANHIA
NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento
da safra brasileira – grãos, Brasília,
v. 7, safra 2019/20, n.5, Quinto levantamento, fev. 2020. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras.
Acesso em: fev. 2020.
3CAMARGO, F. P. et al. Previsões e estimativas das safra agrícolas do Estado de São Paulo, acompanhamento do ano agrícola 2019/20 e levantamento final, ano 2018/19, novembro de 2019. Análises e Indicadores do Agronegócio. V. 15, n. 1, p. 1-16. Jan. 2020. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=14754. Acesso em: fev. 2020.
Palavras-chave: soja,
mercado, perspectivas.

