
1 – INTRODUÇÃO
A
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do
Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica
Integral (CATI), realizou entre 1 e 25 de novembro de 2016 o levantamento das
previsões de área e produção de culturas no Estado de São Paulo referentes à
safra agrícola 2016/17 e as estimativas finais da safra 2015/16 com números da
cana para indústria, da laranja e dos demais produtos agrícolas de maior
expressão econômica.
São
apresentados também os indicadores da agricultura paulista do ano agrícola
2015/16, que medem o comportamento da produção, área e produtividade.
Os
resultados foram obtidos aplicando o método subjetivo2, que consiste
da coleta e sistematização dos dados fornecidos pelos técnicos das Casas de
Agricultura, em cada um dos 645 municípios do Estado de São Paulo.
2 – ACOMPANHAMENTO DA SAFRA AGRÍCOLA 2016/17
No levantamento
de novembro de 2016, foram realizadas as previsões iniciais de área e produção
para a safra paulista 2016/17 de grãos (primeira safra ou safra de
verão) e para as culturas da batata das águas, banana, café, seringueira e das
uvas (Tabela 1).
Para a safra de
verão de grãos 2016/17 (das culturas do algodão, amendoim das águas, arroz,
feijão das águas, milho, soja e sorgo granífero das águas), os resultados
parciais indicam expansão de 2,3% na área cultivada (1,50 milhão de hectares) e
aumento de 3,6% na produção com previsão de ultrapassar 6,22 milhões de
toneladas, quando comparados com o mesmo período da safra 2015/16, sendo
esperado pequeno ganho de produtividade de 0,3%.
Tabela 1 – Previsões
e Estimativas das Safras Agrícolas do Estado de São Paulo, Ano Agrícola 2016/2017,
Novembro de 20161
|
Produto |
Área (1.000 ha) |
|
Produção (1.000 t) |
|
Produtividade (kg/ha) |
||||||
|
Final |
Nov./2016 2016/17 |
Var. |
|
Final |
Nov./2016 2016/17 |
Var. |
|
Final |
Nov./2016 2016/17 |
Var. |
|
|
|
|
||||||||||
|
Algodão |
4,79 |
3,64 |
-24,1 |
|
14,46 |
9,26 |
-35,9 |
|
3.017 |
2.548 |
-15,5 |
|
Amendoim das águas |
111,59 |
110,27 |
-1,2 |
397,85 |
389,82 |
-2,0 |
3.565 |
3.535 |
-0,8 |
||
|
Arroz total |
10,85 |
7,92 |
-27,0 |
61,62 |
44,00 |
-28,6 |
5.680 |
5.557 |
-2,2 |
||
|
Arroz de sequeiro e
várzea |
2,39 |
2,01 |
-15,8 |
7,91 |
7,79 |
-1,6 |
3.315 |
3.876 |
16,9 |
||
|
Arroz irrigado |
8,46 |
5,91 |
-30,2 |
53,71 |
36,22 |
-32,6 |
6.346 |
6.128 |
-3,4 |
||
|
Banana2 |
57,94 |
54,04 |
-6,7 |
1.139,00 |
1.086,51 |
-4,6 |
21.280 |
21.713 |
2,0 |
||
|
Batata das águas |
7,56 |
6,22 |
-17,6 |
213,20 |
164,33 |
-22,9 |
28.219 |
26.406 |
-6,4 |
||
|
Café2 |
211,28 |
209,90 |
-0,7 |
364,26 |
262,37 |
-28,0 |
1.814 |
1.320 |
-27,2 |
||
|
Feijão das águas |
54,84 |
69,59 |
26,9 |
123,72 |
172,91 |
39,8 |
2.256 |
2.485 |
10,1 |
||
|
Milho total |
441,56 |
451,01 |
2,1 |
2.718,30 |
2.796,68 |
2,9 |
6.156 |
6.201 |
0,7 |
||
|
Milho (1º safra) |
390,08 |
399,03 |
2,3 |
2.258,93 |
2.341,22 |
3,6 |
5.791 |
5.867 |
1,3 |
||
|
Milho irrigado (1º
safra) |
51,48 |
51,98 |
1,0 |
459,37 |
455,46 |
-0,9 |
8.924 |
8.763 |
-1,8 |
||
|
Seringueira2 |
111,05 |
110,66 |
-0,3 |
180,89 |
190,41 |
5,3 |
2.466 |
2.548 |
3,3 |
||
|
Soja total |
834,94 |
848,22 |
1,6 |
2.740,66 |
2.794,16 |
2,0 |
3.282 |
3.294 |
0,4 |
||
|
Soja (1º safra) |
792,04 |
798,21 |
0,8 |
2.574,72 |
2.594,23 |
0,8 |
3.251 |
3.250 |
0,0 |
||
|
Soja irrigada (1º
safra) |
42,90 |
50,01 |
16,6 |
165,95 |
199,92 |
20,5 |
3.868 |
3.998 |
3,4 |
||
|
Sorgo granífero das águas |
3,85 |
5,15 |
34,0 |
11,37 |
16,15 |
42,1 |
2.955 |
3.134 |
6,0 |
||
|
Uva para indústria2 |
0,09 |
0,09 |
0,0 |
1,52 |
1,39 |
-8,6 |
19.352 |
17.420 |
-10,0 |
||
|
Uva para mesa total |
7,09 |
7,19 |
1,4 |
241,85 |
246,35 |
1,9 |
34.143 |
34.263 |
0,4 |
||
|
Uva comum para mesa2 |
4,85 |
4,90 |
1,0 |
173,01 |
185,24 |
7,1 |
36.358 |
38.326 |
5,4 |
||
|
Uva fina para mesa2 |
2,24 |
2,29 |
2,2 |
|
68,84 |
61,11 |
-11,2 |
|
30.946 |
26.879 |
-13,1 |
1Este levantamento foi efetuado de 1 a 25
de novembro de 2016.
Fonte: Instituto de Economia Agrícola e
Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.
2.1 – Algodão
A cotonicultura no Estado de São Paulo, conforme o levantamento de
novembro de 2016, aponta novamente para diminuição de área plantada na safra
2016/17, fato registrado nos últimos anos, após ligeira recuperação na safra
passada. A previsão para safra 2016/17 é de 3,64 mil hectares de área
cultivada, redução de 24,1% em relação à safra anterior. Quanto à produção, a
expectativa é que sejam colhidas 9,26 mil toneladas, que representa menor
produtividade, 15,5% na comparação com a safra 2015/16.
O cultivo do algodão é realizado em apenas 7 regiões (EDRs) no estado,
sendo o EDR de Avaré o principal (1,37 mil hectares); na sequência encontram-se
os EDRs de Presidente Prudente, Limeira, Presidente Venceslau, Itapetininga,
Itapeva e Dracena (todos abaixo de 600 hectares). Apesar
de estar entre os maiores demandantes de algodão no país, a cotonicultura
paulista, ao contrário dos principais produtores,
enfrenta barreiras para permanecer na atividade quanto a necessidade de maiores
áreas para viabilizá-la, pois a produção praticada em outros estados acontece
em grandes extensões.
2.2 - Amendoim das Águas
Para o plantio das águas da cultura
do amendoim, o levantamento de novembro de
2016
aponta redução de aproximadamente 5% na área plantada quando comparado às estimativas
de intenção de plantio (setembro/2016), e de 1,2% quando relacionada à safra
anterior. A retração do plantio no EDR de Catanduva (região que apresentou
maior diminuição) compõe esse quadro de queda, mesmo em um ambiente marcado
pela alta de preços e das exportações, conforme aponta Sampaio (2016)3.
Dessa forma, é possível supor que os plantios tardios da cultura possam ser
identificados no próximo levantamento a ser realizado em fevereiro de 2017.
2.3 - Arroz
Os resultados do
segundo levantamento para a safra 2016/17 para a cultura do arroz
(sequeiro-várzea e irrigado) é de uma menor produção com volume total a ser
colhido, de 44,0 mil toneladas, 28,6% menor do que a safra passada, por conta
da menor produtividade (-2,2%) e da diminuição da área cultivada (-27,0%). Essa
queda preliminar foi verificada no EDR de Guaratinguetá, onde o plantio ainda
não foi finalizado, fato que deve ocorrer até meados de janeiro de 2017,
conforme informações dos técnicos das Casas de Agriculturas da região. Mesmo
assim, a região do Vale do Paraíba (formado pelos EDRs de
Guaratinguetá e Pindamonhangaba) é a principal região produtora no
Estado de São Paulo e representa cerca de 60% da produção paulista.
2.4 - Banana
O levantamento de novembro de 2016
para a cultura da banana é o primeiro da safra 2016/17. Comparado com a safra
anterior, foram observados decréscimos de 6,7% na área total e de 4,6% na
produção, com volume final esperado a ser produzido de 1,09 milhão de toneladas
e aumento de 2,0% na produtividade.
No Estado de São Paulo, a cultura da banana
está presente na maioria dos EDRs, sendo que a cadeia produtiva é composta
principalmente por pequenos produtores. Os principais EDRs paulistas em área
cultivada são: Registro com 62,6%, São Paulo 8,9%, Pindamonhangaba 5,0%, Jales
4,7% e Fernandópolis 2,6%. Não obstante, 70,3% de toda a produção estadual
ocorre no EDR de Registro. A banana é a segunda fruta mais produzida no estado,
ficando atrás somente da laranja. Contudo, é a fruta mais consumida in natura pela população, sendo
importante e relevante na composição do Valor da Produção Estadual.
2.5 - Batata das Águas
O cultivo da
batata no Estado de São Paulo é realizado em três safras: águas (setembro a
janeiro), secas (fevereiro a junho) e de inverno (abril a setembro). Para
batata das águas, o segundo levantamento da safra 2016/17, comparado com a safra anterior, indica quedas de 17,6% na
área com 6,22 mil hectares plantados, de 22,9% na produção (164,33 mil
toneladas) e produtividade menor em 6,4%, sendo esperados de 26,41 t/ha a serem
colhidos.
As maiores regiões produtoras estão
localizadas no sul e sudoeste do estado, formados pelos EDRs de Itapetininga,
Avaré, Itapeva e Sorocaba, que representam 80% da área cultivada. Para o EDR de
Itapetininga (maior produtor), houve diminuição de 45% na área plantada, devido
ao plantio sucessivo que causa doenças na lavoura conforme explicações dos
técnicos daquela região.
2.6 - Café
Em novembro de 2016, realizou-se o primeiro
levantamento subjetivo da safra paulista de café arábica, e os resultados
obtidos apontaram uma previsão de 4,37 milhões de sacas de 60 kg de café
beneficiado (262,37 mil toneladas) para a safra 2016/17, representando 28,0% de
queda frente à estimativa de colheita final da safra 2015/16. O maior impacto
dessa queda na produção foi observado no cinturão cafeeiro de Franca pela
intensa bienalidade, que é fenômeno conhecido e esperado pós uma grande safra.
Como esse
resultado é preliminar, dois fatores podem contribuir para o incremento nos
números: as condições climáticas, que têm sido favoráveis à lavoura, e as
cotações em altas nos últimos meses, que favorecem o emprego de tecnologia e
que poderá elevar a produtividade.
2.7 - Feijão das Águas
O segundo
levantamento da safra 2016/17 aponta expansão de 26,9% na área cultivada com 69,59
mil hectares, resultado que reflete o comportamento do mercado de feijão nos
últimos meses (maio a outubro de 2016), com a conjuntura de mercado com a alta
dos preços em resposta a falta do produto, e tal fato pode ter contribuído na
decisão dos produtores pela cultura. A produção
paulista prevista é de 172,91 mil toneladas, 39,8% maior em relação à safra
2015/16 e a produtividade média esperada de 2.485 kg/ha (10,1% maior).
O cultivo do feijão é realizado em
três safras: águas (setembro a janeiro), seca (fevereiro a junho) e inverno
(abril a setembro).
2.8 - Milho
O levantamento de novembro de
2016, quando comparado à safra final de 2015/16, aponta para a cultura do milho
no estado aumento de 2,1% na área plantada. Quando considerada a produção, as
estimativas indicam aumento de 2,9%, refletindo ganhos em produtividade de
0,8%. O milho primeira safra (sequeiro) apresentou aumento de área de 2,3% e
incremento de 2,9% na produção, e esse desempenho positivo ocorreu especialmente
nos EDRs de Itapeva e São João da Boa Vista. Para o milho irrigado (sistema de
produção que representa 11,5% do plantio de verão), a mesma comparação indica
pequena variação na área plantada, em torno de 1,0% e produção e produtividade
negativas. Essa pequena alta na área plantada da cultura pode ter relação com o
início de queda nas cotações do produto, observada desde o segundo semestre de
2016. Miura (2016)4, porém, ressalta que a demanda pelo grão mostra-se
aquecida e permeada por elementos presentes nos contratos de exportação do grão
e das atividades relacionadas, principalmente, à avicultura e suinocultura.
2.9 - Soja
As estimativas de novembro de 2016, quando
comparadas à safra final 2015/16 da soja, apontam pequena elevação (menos de 1%)
na área plantada e na produção, apresentando produtividade acima da média a
região de Itapeva, que responde por 21,6% da produção total do Estado de São
Paulo. Para a soja irrigada, a comparação
com a safra 2015/16 indica aumento de 16,6% na área plantada e de 20,5% na
produção, como reflexo do incremento de 3,4% na produtividade média, com
destaque para os EDRs de Avaré e Itapeva.
Somando-se as informações da soja plantio
tradicional e da irrigação da safra 2016/17, as previsões iniciais de área são
de 848,22 mil hectares cultivados e a produção poderá atingir 2,79 milhões de
toneladas de grãos, 2% maior que a safra passada. Embora a produção paulista de
soja em 2015 tenha representado apenas 3% da produção nacional, conforme indica
a CONAB (2017)5, os resultados do
presente levantamento acompanham as expectativas de alta para a safra
brasileira alicerçadas nas exportações, no comportamento da produção de
proteína animal e do mercado de óleos vegetais, bem como de produção de
biodiesel.
2.10 - Seringueira
Os primeiros resultados da safra 2016/17 para a
cultura da seringueira indicam incremento de 5,3% na produção de coágulo em
relação à safra passada, com previsão de que sejam produzidas 190,41 mil
toneladas, por conta do aumento do número de pés em produção (1,9%) e da
produtividade esperada (3,3%).
O levantamento das safras agrícolas do Estado de São Paulo a ser efetuado em
fevereiro de 2017 deverá trazer informações mais precisas sobre produções e
produtividades para o ano agrícola 2016/17.
3 - RESULTADOS FINAIS, SAFRA AGRÍCOLA 2015/16
O levantamento de
novembro de 2016 finaliza as estimativas da safra 2015/16 para as culturas de:
cana-de-açúcar, laranja, cebola (muda e plantio direto), mandioca e tomate
(indústria e mesa). Os resultados encontram-se na tabela 2, acrescidas das
demais culturas que tiveram suas safras encerradas em levantamentos anteriores.
Tabela 2 – Comparativo de Área, Produção e
Produtividade dos Principais Produtos Vegetais, Estado de São Paulo, Safra
Agrícola 2015/16 Relativamente a 2014/151
|
Produto |
Área (1.000 ha) |
|
Produção (1.000 t) |
|
Produtividade (kg/ha) |
||||||
|
Final |
Final |
Var. |
|
Final |
Final |
Var. |
|
Final |
Final |
Var. |
|
|
|
|
||||||||||
|
Algodão |
4,60 |
4,79 |
4,2 |
13,89 |
14,46 |
4,1 |
3.019 |
3.017 |
-0,1 |
||
|
Amendoim total |
110,48 |
112,85 |
2,1 |
368,52 |
401,61 |
9,0 |
3.336 |
3.559 |
6,7 |
||
|
Amendoim da seca |
4,85 |
1,26 |
-74,1 |
14,15 |
3,76 |
-73,4 |
2.918 |
2.998 |
2,7 |
||
|
Amendoim das águas |
105,63 |
111,59 |
5,6 |
354,36 |
397,85 |
12,3 |
3.355 |
3.565 |
6,3 |
||
|
Arroz total |
12,12 |
10,85 |
-10,5 |
63,87 |
61,62 |
-3,5 |
5.272 |
5.680 |
7,7 |
||
|
Arroz de sequeiro e várzea |
2,88 |
2,39 |
-17,1 |
8,17 |
7,91 |
-3,2 |
2.840 |
3.315 |
16,7 |
||
|
Arroz irrigado |
9,24 |
8,46 |
-8,4 |
55,70 |
53,71 |
-3,6 |
6.030 |
6.346 |
5,2 |
||
|
Banana1 |
58,68 |
57,94 |
-1,3 |
1.155,29 |
1.139,00 |
-1,4 |
21.256 |
21.280 |
0,1 |
||
|
Batata total |
26,55 |
26,60 |
0,2 |
722,98 |
774,66 |
7,1 |
27.236 |
29.124 |
6,9 |
||
|
Batata das águas |
6,67 |
7,56 |
13,2 |
160,45 |
213,20 |
32,9 |
24.039 |
28.219 |
17,4 |
||
|
Batata da seca |
8,53 |
7,12 |
-16,5 |
240,92 |
223,19 |
-7,4 |
28.260 |
31.364 |
11,0 |
||
|
Batata de inverno |
11,35 |
11,93 |
5,1 |
321,61 |
338,27 |
5,2 |
28.347 |
28.360 |
0,0 |
||
|
Café1 |
212,30 |
211,28 |
-0,5 |
245,19 |
364,26 |
48,6 |
1.220 |
1.814 |
48,7 |
||
|
Cana para forragem |
84,04 |
82,80 |
-1,5 |
5.027,48 |
4.851,77 |
-3,5 |
59.822 |
58.595 |
-2,1 |
||
|
Cana para indústria1 |
6.170,63 |
6.081,52 |
-1,4 |
436.252,89 |
438.595,05 |
0,5 |
77.823 |
78.754 |
1,2 |
||
|
Cebola total |
5,45 |
5,87 |
7,7 |
226,14 |
245,03 |
8,4 |
41.494 |
41.731 |
0,6 |
||
|
Cebola de bulbinho (soqueira) |
0,57 |
0,73 |
28,3 |
19,32 |
27,26 |
41,1 |
34.186 |
37.599 |
10,0 |
||
|
Cebola de muda |
2,36 |
2,62 |
11,2 |
85,31 |
94,46 |
10,7 |
36.215 |
36.074 |
-0,4 |
||
|
Cebola em plantio direto |
2,52 |
2,53 |
0,5 |
121,51 |
123,31 |
1,5 |
48.314 |
48.776 |
1,0 |
||
|
Feijão total |
94,36 |
100,34 |
6,3 |
201,98 |
221,84 |
9,8 |
2.141 |
2.211 |
3,3 |
||
|
Feijão das águas |
46,27 |
54,84 |
18,5 |
97,12 |
123,72 |
27,4 |
2.099 |
2.256 |
7,5 |
||
|
Feijão da seca |
20,05 |
15,91 |
-20,6 |
38,81 |
31,74 |
-18,2 |
1.936 |
1.995 |
3,0 |
||
|
Feijão de inverno irrigado |
20,83 |
19,70 |
-5,4 |
54,79 |
49,76 |
-9,2 |
2.630 |
2.525 |
-4,0 |
||
|
Feijão de inverno s/ irrigação |
7,21 |
9,89 |
37,2 |
11,25 |
16,63 |
47,8 |
1.561 |
1.681 |
7,7 |
||
|
Laranja1 |
471,58 |
439,90 |
-6,7 |
12.050,88 |
10.629,56 |
-11,8 |
27.227 |
25.919 |
-4,8 |
||
|
Mandioca para indústria1 |
57,79 |
51,34 |
-11,2 |
1.123,13 |
976,37 |
-13,1 |
29.319 |
28.610 |
-2,4 |
||
|
Mandioca para mesa1 |
19,82 |
19,76 |
-0,3 |
238,42 |
232,46 |
-2,5 |
16.642 |
16.163 |
-2,9 |
||
|
Milho total |
825,21 |
870,48 |
5,5 |
4.568,67 |
4.422,93 |
-3,2 |
5.536 |
5.081 |
-8,2 |
||
|
Milho (1ª safra) |
415,43 |
390,08 |
-6,1 |
2.284,45 |
2.258,93 |
-1,1 |
5.499 |
5.791 |
5,3 |
||
|
Milho Irrigado (1ª
safra) |
45,89 |
51,48 |
12,2 |
412,77 |
459,37 |
11,3 |
8.995 |
8.924 |
-0,8 |
||
|
Milho safrinha |
363,88 |
428,93 |
17,9 |
1.871,45 |
1.704,64 |
-8,9 |
5.143 |
3.974 |
-22,7 |
||
|
Seringueira1 |
108,61 |
111,05 |
2,2 |
171,88 |
180,89 |
5,2 |
2.469 |
2.466 |
-0,1 |
||
|
Soja total (1ª safra) |
758,05 |
834,94 |
10,1 |
2.229,45 |
2.740,66 |
22,9 |
2.941 |
3.282 |
11,6 |
||
|
Soja (1ª safra) |
717,95 |
792,04 |
10,3 |
2.070,22 |
2.574,72 |
24,4 |
2.884 |
3.251 |
12,7 |
||
|
Soja irrigada (1ª safra) |
40,10 |
42,90 |
7,0 |
159,23 |
165,95 |
4,2 |
3.971 |
3.868 |
-2,6 |
||
|
Sorgo total |
25,42 |
22,83 |
-10,2 |
84,94 |
78,71 |
-7,3 |
3.342 |
3.447 |
3,2 |
||
|
Sorgo granífero da
seca |
21,84 |
18,99 |
-13,1 |
74,26 |
67,34 |
-9,3 |
3.401 |
3.547 |
4,3 |
||
|
Sorgo granífero das
águas |
3,58 |
3,85 |
7,4 |
10,68 |
11,37 |
6,4 |
2.983 |
2.955 |
-0,9 |
||
|
Tomate envarado (mesa) |
8,22 |
9,84 |
19,6 |
605,59 |
731,71 |
20,8 |
73.654 |
74.396 |
1,0 |
||
|
Tomate rasteiro (indústria) |
3,82 |
3,04 |
-20,5 |
306,79 |
244,05 |
-20,4 |
80.275 |
80.333 |
0,1 |
||
|
Trigo |
78,23 |
76,27 |
-2,5 |
238,93 |
226,33 |
-5,3 |
3.054 |
2.968 |
-2,8 |
||
|
Triticale |
6,22 |
7,20 |
15,8 |
14,73 |
18,44 |
25,2 |
2.371 |
2.561 |
8,0 |
||
|
Uva para indústria1 |
0,07 |
0,09 |
21,8 |
1,31 |
1,52 |
15,9 |
21.825 |
19.352 |
-11,3 |
||
|
Uva para mesa total |
7,32 |
7,08 |
-3,2 |
130,63 |
241,84 |
85,1 |
17.854 |
34.143 |
91,2 |
||
|
Uva comum para mesa1 |
5,19 |
4,85 |
-6,7 |
74,00 |
173,01 |
133,8 |
14.426 |
36.358 |
152,0 |
||
|
Uva fina para mesa1 |
2,12 |
2,24 |
5,3 |
|
56,63 |
68,84 |
21,6 |
|
27.089 |
30.946 |
14,2 |
1Somatório da área nova e área em
produção, e produtividade calculada a partir da área de produção.
Fonte: Instituto de Economia Agrícola e
Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.
3.1 - Cana para Indústria
Em novembro de 2016, o levantamento para a cultura
da cana-de-açúcar encerrou a safra 2015/16 e confirmou a tendência registrada
no primeiro levantamento realizado no mês de fevereiro de 2016, com pequenas
oscilações negativas para o período.
Com base nos números finais para essa safra agrícola,
estimou-se em termos estaduais pequena queda na área plantada em 1,4% (sendo
9,3% na área nova e 0,6% na área em produção), aumentos na produção de 0,5%
(438,59 milhões de toneladas) e na produtividade de 1,2%. Observa-se que o
rendimento, que se mostrava mais promissor (1,8%) no início da atual safra
relativamente ao ano agrícola anterior, quando a cultura sofreu sérios
prejuízos em determinadas regiões do estado, devido aos baixos índices
pluviométricos registrados, não se confirmou em novembro. Corrobora-se, também,
a elevação dos percentuais relativos aos decréscimos da área nova em algumas
das principais regiões, em especial, nas de: Jales (61,0%), Piracicaba (57,0%),
Itapetininga (45,4%), Presidente Venceslau (37,8%), Mogi Mirim (33,8%),
Ourinhos (32,0%), São José do Rio Preto (27,1%), Ribeirão Preto (21,6%),
Votuporanga (21,5%), General Salgado (18,8%), Araraquara (15,3%), Botucatu
(15,0%), Lins (14,6%), Presidente Prudente (13,2%) e Assis (12,1%).
3.2 - Cebola
A produção paulista de
cebola é constituída por três tipos de cultivos: as cebolas de muda e plantio
direto, que finalizam a colheita no mês de novembro, e a cebola de soqueira
(bulbinho), que tem o final da safra no mês de junho.
Para a cebola de muda,
em relação à safra passada, foram contabilizados aumentos de área cultivada em
11,2% (2,62 mil hectares) e de 10,7% na produção final (94,46 mil toneladas).
Contudo, a produtividade apontou ligeira queda de -0,4%, sendo colhidas 36,07
t/ha.
O cultivo de cebola em plantio direto na palha é o
principal do Estado de São Paulo em produção. Em 2016, a estimativa final
apontou 123,31 mil toneladas produzidas, 1,5% superior ao ano de 2015, por
conta de aumento na produtividade de 1,0% (48,78 t/ha) e 0,5% de área cultivada
(2,53 mil hectares).
3.3 - Laranja
A
estimativa final da safra agrícola para a cultura da laranja, decorrente do
levantamento realizado em todos os municípios do Estado de São Paulo, em
novembro de 2016, foi de 260,5 milhões de caixas de
O volume de caixas divulgado
trata-se do volume efetivo a ser destinado ao mercado, pois já estão excluídas
as caixas perdidas no processo produtivo e na colheita, bem como os frutos
provenientes de pomares não expressivos economicamente.
Do volume efetivo, a estimativa da
safra paulista de laranja tem como finalidade prioritária atender a indústria
(79%); entretanto, os demais 21% destinam-se ao mercado de laranja para mesa.
Este levantamento também obteve
estimativa da área erradicada e de renovação de laranja, até 2016, que foi de
Quanto à área total plantada (que inclui área com
plantas ainda não produtivas), o levantamento de novembro de 2016 prevê menor
área cultivada (-6,7%), relativamente ao ano agrícola anterior. Na atual safra,
continua o decréscimo das plantas em produção, já registrado em levantamentos
anteriores, o que pode indicar a continuidade no processo de erradicação, por
conta da eliminação de pomares comprometidos com a incidência de problemas
fitopatológicos, principalmente cancro cítrico e HLB (greening).
A área de laranja no estado também tem sido
influenciada pelo aumento do custo de produção da cultura e pela alta dos
preços dos defensivos. Assim sendo, a área total plantada atinge a marca de
439,90 mil hectares para a safra 2015/16, e em 93,0% dela deverá ser feita a
colheita.
3.4 - Mandioca
No levantamento de novembro de 2016,
foram apurados os números finais para a safra 2015/16 da cultura da mandioca
para indústria e para mesa.
As estimativas da safra 2016 da mandioca para indústria
apontaram reduções de 11,6% na área nova e de 10,9% na área em produção em
relação à safra anterior. Na produção também foi registrada redução 13,1%, com
volume produzido de 976,37 mil toneladas ante a 1.123,13 mil toneladas na safra
anterior. A retomada ascendente dos preços médios recebidos pelos produtores,
registrada a partir de agosto de 2016, conforme explorado por Silva (2016)6, poderá impulsionar o plantio da próxima
safra.
Vale destacar que
a regional de Assis, maior região produtora no estado, registrou quedas de 20%
em área cultivada e na produção comparada com a safra de 2014/15 (anterior). Já
na regional de Presidente Prudente (segunda maior até a safra passada), as
quedas foram de 18% na área e 23% na produção.
Para a mandioca para
mesa, o resultado final da safra registrou o volume de 232,46 mil toneladas
produzidas, 2,5% menor do que a produção estimada em 2014/15, por conta da
menor produtividade de 2,9%, uma vez que a área cultivada permaneceu praticamente
estável (-0,3%). A regional de Mogi Mirim respondeu por aproximadamente com 25%
da produção paulista, seguidas pelos EDRs de Itapetininga (6,6%), Jaboticabal
(6,4%) e Sorocaba (5,2%).
3.5 - Tomate
Os números finais da
safra 2015/16 para a cultura do tomate para mesa e indústria apontaram
resultados distintos para a safra paulista.
Para o tomate para mesa
(ou envarado), a área cultivada de 9,84 mil hectares registrou expansão de 19,6%
em relação à safra anterior. Para a produção, estimou-se aumento de 20,8% com o
volume produzido de 731,71 mil toneladas e ganho de 1,0% na produtividade (74,40
mil kg/ha). O EDR de Itapeva concentra cerca de 70% da produção do Estado de
São Paulo, onde tem-se observado o aumento do cultivo em ambiente de estufa.
Quanto à conjuntura de mercado, observa-se que o aumento da produção pode ter
contribuído no comportamento dos preços recebidos pelos produtores paulistas,
segundo dados pesquisados pelo IEA, e a média anual de 2016 foi 18,7% inferior
que a média anual de 2015 (valor nominal).
No caso do tomate para indústria (ou
rasteiro), os números finais apontaram quedas de 20,5% na área cultivada (3,04
mil hectares) e de 20,4% na produção (244,05 mil toneladas) em comparação com a
safra passada. Essa queda segue a tendência verificada nos últimos anos no
Estado de São Paulo, sendo que o maior cultivo está no Estado de Goiás, cerca
de 80% da produção nacional.
Os resultados deste levantamento
encontram-se nas tabelas 4 e 5 por Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR),
nas tabelas 6 e 7 por Região Administrativa (RA) e na tabela 8 consta o total
do estado para as demais culturas.
4 – INDICADORES DA AGRICULTURA
PAULISTA
Para a elaboração dos números
índices (Laspeyres) que refletem a evolução da agricultura paulista no ano
agrícola 2015/16 em comparação ao período anterior, foram selecionadas as
lavouras mais importantes em valor da produção. Os resultados agregados indicam
ganhos de produtividade da terra de 3,79% que
permitiu aumentos de 4,54% do volume produzido, uma vez que a área cultivada
teve incremento de apenas 0,08% (Tabela 3).
Tabela 3
– Evolução
da Agricultura no Ano Agrícola 2015/16 Relativamente a 2014/15, Estado de São
Paulo
|
Culturas/produtos |
Produção1 |
Área2 |
Produtividade |
|
|
Anuais4 |
110,20 |
105,62 |
104,33 |
|
|
Grãos5 |
109,11 |
105,66 |
103,26 |
|
|
Perenes e semiperenes6 |
102,97 |
98,53 |
103,79 |
|
|
Total |
104,54 |
100,08 |
103,79 |
1Índice Laspeyres; ano-base 2014/15 e
base de ponderação 2014/15=100.
2Índice simples de área cultivada;
2014/15=100.
3Índice Laspeyres
de produção/índice simples de área em produção.
4Abóbora;
abobrinha; alface; algodão; amendoim; arroz em casca; batata; batata-doce;
beterraba; cebola; cenoura; feijão; melancia; milho; pimentão; repolho; soja;
sorgo granífero; tomate; e trigo.
5Algodão;
amendoim; arroz em casca; feijão; milho; soja; sorgo; e trigo.
6Abacate; abacaxi;
banana; café; cana para indústria; caqui; figo para mesa; goiaba; laranja;
limão; mandioca; manga; maracujá; pêssego para mesa; seringueira; tangerina; e
uva para mesa.
Fonte: Instituto de Economia Agrícola e
Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.
Ao analisar por grupo de produtos,
pode-se verificar que o grupo de culturas anuais apresentou crescimento 5,62%
na área cultivada, enquanto o grupo de cultura semiperenes e perenes registrou
queda 1,47%, fechando com índice anual negativo (98,53), por conta da
diminuição da área cultivada das culturas de cana para indústria, laranja e
café. Mesmo assim, o índice de produção aumentou 2,97% devido à maior
produtividade (3,79%), especificamente pela maior produção de café na safra
2015/16.
_______________________________________________________
1Os autores
agradecem aos técnicos do DEXTRU, das Casas de Agricultura e diretores dos EDRs
e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) pelo desempenho no
levantamento. Agradecem também as contribuições dos pesquisadores científicos do
CPDEEA Renata Martins Sampaio, Katia Nachiluk, Rejane Cecília Ramos e Celso
Luis Rodrigues Vegro, da técnica de apoio do CPDIEA Talita Tavares Ferreira, de
Irene Francisca Lucatto do Departamento Administrativo e da equipe do Núcleo de
Informática para os Agronegócios do IEA.
2Entende-se por
método subjetivo a coleta e sistematização de dados fornecidos pelos técnicos
da Casa de Agricultura, em função de seu conhecimento regional e/ou da coleta
de dados de forma declaratória, fornecida pelo responsável pela unidade de
produção.
3SAMPAIO, R. M. Amendoim: alta na produção e nas
exportações. Análise e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v.
11, n. 11, p. 1-5, nov. 2016. Disponível em:
<https://iea.agricultura.sp.gov.br/ftpiea/AIA/AIA-68-2016.
pdf>. Acesso em: jan. 2017.
4MIURA,
M. Estimativa
de oferta e demanda de milho no estado de São Paulo em 2016. Análise
Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 11, n. 8, p. 1-6,
ago. 2016. Disponível em: <https://iea.agricultura.sp.gov.br/ftpiea
/AIA/AIA-51-2016.pdf.>. Acesso em: jan. 2017.
5COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB. Séries
históricas: soja. Brasília: Conab, 2017. Disponível em: <http://www.conab.gov.br/conteudos.php?a=1252&t=&Pagina_objcmsconteudos=3#A_objcmsconteudos>. Acesso em: 23 jan. 2017.
6SILVA. J. R. Recuperação dos preços de mandioca industrial em 2016. Análise e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 11, n. 10, p. 1-4, out. 2016. Disponível em: <https://iea.agricultura.sp.gov.br/ftpiea/AIA/AIA-63-2016.pdf>. Acesso em: jan. 2017.
Palavras-chave: previsão de
safras, área e produção, estatísticas agrícolas, estimativas, safra agrícola
2016/17 paulista.

