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Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Julho de 2026
1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO No
acumulado do janeiro a julho de 2026, as exportações do Estado de São Paulo1
somaram US$41,97 bilhões (19,2% do total nacional), e as importações2,
US$52,96 bilhões (31,2% do total nacional), registrando déficit comercial de
US$10,99 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2025, houve
crescimentos nas exportações (+3,3%) e nas importações (+5,3%); essa conjunção
de desempenhos resultou no aumento do déficit (+13,9%) no saldo da balança
comercial paulista. A
corrente de comércio paulista (que é a soma das exportações e importações)
atingiu US$94,93 bilhões nos primeiros sete meses de 2026, alta de 4,4% em
relação a janeiro a julho de 2025, o que demonstra a recuperação da economia
paulista e evidencia a resiliência e a capacidade do Estado de ampliar sua
integração aos mercados globais. 1.1 – Análise
Setorial do Agronegócio Na análise setorial do
agronegócio3, de janeiro a julho de 2026 na comparação a igual
período do ano anterior, o setor paulista apresentou redução nas exportações
(-5,1%), alcançando US$15,63 bilhões, e aumento nas importações (+2,1%),
totalizando US$3,47 bilhões. Com esses resultados, o saldo da balança comercial
obteve um superavit de US$12,16 bilhões, 7,0% inferior em relação aos primeiros
sete meses de 2025 (Figura 1). A participação das exportações do agronegócio
paulista no total do estado foi de 37,2%, enquanto a participação das
importações setoriais ficou em 6,6% (Figura 1). Em relação ao janeiro a julho
2025, as participações recuaram 3,3 pontos percentuais nas exportações, e 0,2
p.p. nas importações. Há que se destacar que as exportações paulistas nos
demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$26,34
bilhões, e as importações, US$49,49 bilhões, gerando um déficit externo desse
agregado de US$23,15 bilhões nos primeiros sete meses de 2026. Dessa forma,
conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido
ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$12,16
bilhões). 1.2 -
Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos nas exportações do
agronegócio paulista de janeiro a julho de 2026 foram: complexo sucroalcooleiro
(US$3,68 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 94,3% e o álcool
etílico – etanol -, 5,7%), setor de carnes (US$2,69 bilhões, em que a carne
bovina respondeu por 83,7%), complexo soja, com vendas de US$2,17 bilhões
(82,6% de soja em grão e 11,5% referentes ao farelo), produtos florestais
(US$1,92 bilhão, com participações de 62,5% de celulose e 30,7% de papel), e
grupo de sucos (US$1,09 bilhão, dos quais 96,1% referentes a suco de laranja). Esses cinco agregados representaram 74,0% das vendas
externas setoriais paulistas (Tabela
1). O grupo de café, tradicional na produção paulista,
aparece na sexta posição e de janeiro a julho de 2026 apresentou vendas de
US$893,75 milhões (64,0% referentes ao café verde e 30,7% de café solúvel).
Ainda de acordo com a tabela 1, no
acumulado de janeiro a julho de 2026 na comparação com igual período de 2025,
houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de
produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de complexo soja
(+20,2%), de carnes (+16,3%), e dos produtos florestais (+8,2%), e quedas nos
grupos de sucos (-40,0%), complexo sucroalcooleiro (-20,7%), e do setor de café
(-19,0%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são
derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes
exportados. 1.3
- Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista
Os dados de valor e volume
exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio
paulista de janeiro a julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior são
apresentados na tabela 2. Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que
apresenta a maior participação (23,6%) nas exportações paulistas. No total, o
grupo apresentou quedas de 20,7% em valores e de 0,4% em volumes exportados,
acompanhando a redução do faturamento das vendas do açúcar (-18,8% em valores e
+1,9% em volume), principal produto do grupo, por conta das desvalorizações nos
preços médios dessas commodities de
20,8% para açúcar em bruto e 15,2% para o refinado, quando comparados com
janeiro a julho de 2025. Para o álcool, os embarques apresentaram variações
negativas de 45,3% em volume e de 43,4% em valores. Os destinos das exportações desse grupo
são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os
resultados apresentam como principais compradores: Índia (9,2%), China (8,8%), Arábia Saudita
(8,0%), Nigéria (7,4%), Bangladesh (7,0%), Argélia (5,7%), União Europeia
(4,3%), Iraque (3,9%), Marrocos (3,4%) e Emirados Árabes Unidos (3,3%); os
demais países representam 39,0%. Na segunda posição de janeiro a
julho de 2026, aparece o grupo de carnes com
17,2% de representatividade no agro paulista, registrando alta em valores
(+16,3%) e em volumes embarcados (+3,3%) em relação a igual período de 2025. A
carne bovina, principal produto do grupo (83,7% participação), teve crescimento
de 15,3% em valores e redução de 1,7% no volume exportado. Para a carne de
frango, segundo produto com 13,7% de participação no grupo, o desempenho obtido
foi positivo nas vendas em valores (+27,1%) e em volumes (+13,5%). A carne
suína (0,7% de participação) apresentou variações negativas em valores O grupo composto pelo complexo soja (terceira
posição e 13,9% de participação) teve aumentos nos embarques (+11,2%) e em
valores (+20,2%). A soja em grão, principal produto do grupo, apresenta ganhos
nos volumes (+13,1%) e em valores (+21,5%). A China aparece como principal destino em termos de participação de
valores (66,7%), seguida de Irã (6,0%), União Europeia e Índia (4,9%, cada um),
Tailândia (4,0%) e Indonésia (3,1%); os demais importadores respondem por 10,4%
de representatividade. Na quarta posição na
pauta paulista, com 12,3% de participação, aparece o grupo dos produtos
florestais, e seu desempenho foi de aumento em valores (+8,2%) e queda na
quantidade embarcada (-13,9%) em relação a igual período do ano anterior. As
exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou
crescimento em valores (+25,1%) e redução nos embarques (-15,2%). Já o papel
obteve variações negativas para os valores (-8,8%) e volumes (-10,3%). O principal destino em participação de valores
exportados é a China (47,1%), seguida de União Europeia (11,9%), Estados
Unidos (6,0%), Argentina (5,1%), Peru e Reino Unido (3,4%, cada um) e Chile
(2,7%), restando 20,3% para os demais países. O grupo de sucos ocupa a quinta posição com 7,0% de
representatividade na pauta paulista. O suco
de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou queda de 2,0% no valor e
incremento de 86,8% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor
brix <=20), as vendas externas também foram menores em valores (-35,5%) e
maiores em volumes (+8,9%), e quedas para os outros sucos de laranja não
fermentados, com reduções em valores (-71,9%) e em volumes (-40,2%). A variação
total das exportações do grupo de sucos foi negativa em valores (-40,0%) e
positiva nas quantidades embarcadas (+8,5%), contribui para esse resultado
negativo as desvalorizações dos preços médios dos sucos de janeiro a julho de
2026 (FCOJ 47,5%, NFC 40,7% e outros sucos de laranja não fermentados 53,0%). Os
maiores compradores desse grupo são União Europeia (49,7%), Estados Unidos (37,3%),
China (3,1%), Japão (2,8%) e Reino Unido (2,4%); os demais compradores têm 4,7%
de participação. Para o grupo do café (5,7% de participação), os
resultados apontaram reduções de 19,0% nos valores e 20,9% no volume das
exportações paulistas, influenciado pelo comportamento do café verde (principal
produto deste grupo), com quedas nas vendas externas de 30,3% em valores e de
30,8% em quantidades exportadas pelo estado, reflexo do pico da entressafra do produto e baixa
expressiva nas cotações do produto nas bolsas internacionais. Para o café solúvel, houve variações
positivas de 15,9% em valores e de 38,1% para quantidades, sinalizando
incrementos de 160,9% (valores) e de 208,79% (volume) dos embarques do produto
para União Europeia a partir do acordo UE x Mercosul. Já as importações dos
Estados Unidos do café verde e solúvel recuaram de janeiro a julho de 2026 na
casa de 50% em valores e volumes na comparação com mesmo período de 2025,
influenciado pelas maiores compras antes da aplicação das tarifas americanas em
2025. A União
Europeia é o principal destino e suas compras representam 43,8% do valor
exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (10,0%), Rússia (6,6%), Canadá
(4,6%), Argentina (4,4%) e Japão (4,1%); os demais países participam com 26,5%. 1.4
- Importações do Agronegócio Paulista
Os principais produtos da pauta
de importação do agronegócio paulista de janeiro a julho de 2026 foram papel
(US$298,02 milhões), salmões (US$256,97 milhões) e vestuário e outros produtos
têxteis de algodão (US$172,67 milhões). O álcool etílico, que figurava como o
terceiro principal produto na pauta das importações no primeiro trimestre de
2026, recuou para oitava posição, decorrente das menores compras nos meses de
abril a julho de 2026 que, somadas, atingiram US$422 mil e volume de 183
toneladas do produto, abaixo dos valores das importações ocorridas nos
primeiros três meses de 2026 (US$96,55 milhões e volume de 158 mil toneladas),
reflexo do início da safra 2026/27. A figura 3 apresenta os dez principais
produtos que representam 43,9% (US$1,53 bilhão) do total importado (US$3,47
bilhões). 2.1 - Análise
Setorial do Agronegócio Na análise setorial, as exportações do agronegócio
brasileiro de janeiro a julho de 2026 (Figura 3) apresentaram aumento de 6,0%
em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o valor de US$103,39
bilhões (47,3% do total
nacional). As importações recuaram 1,4% no período, registrando US$11,71 (6,9%
do total nacional). O saldo da balança comercial dos agronegócios
registrou superávit de US$91,68 bilhões, sendo 7,1% maior na comparação com
janeiro a julho de 2025 (Figura 3). Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi
deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores
da economia, com exportações de US$115,16 bilhões e importações de US$157,80
bilhões, produziram um déficit de US$42,64 bilhões de janeiro a julho de 2026. 2.2 -
Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos nas exportações do
agronegócio brasileiro de janeiro a julho de 2026 foram: complexo soja
(US$42,07 bilhões, tendo a soja em grão com 83,2% de participação e 12,9% do
farelo de soja), carnes (US$20,52 bilhões, com as carnes bovina, de frango e
suína representando desse total, respectivamente, 55,3%, 32,0% e 10,4%),
produtos florestais (US$9,79 bilhões, com participações de 63,5% de celulose e
21,6% de madeira), grupo do café com vendas de US$7,51 bilhões (90,2%
referentes ao café verde e 8,6% de café solúvel) e grupo sucroalcooleiro
(US$5,75 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 94,4% e o álcool
etílico – etanol, 5,4%). Esses cinco grupos agregados representaram 82,9% das
vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o
grupo de fibras e produtos têxteis (US$3,28 bilhões, com o algodão não cardado
nem penteado tendo 93,2% de participação), em seguida o grupo de cereais,
farinhas e preparações (US$3,17 bilhões, sendo 68,04% do milho em grão).
Ainda conforme a tabela 3, na
comparação com janeiro a julho de 2025, houve importantes variações nos valores
exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com
destaque positivo para o grupo de carnes (+22,8%), complexo soja (+16,8%),
fibras e produtos têxteis (+12,1%) e cereais, farinhas e preparações (+8,1%),
enquanto os grupos de complexo sucroalcooleiro (-27,2%), café (-16,3%) e
florestais (-2,6%) apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do
comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços
como de volumes exportados. 2.3 - Exportações dos Principais Produtos do
Agronegócio Brasileiro
A
tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais
produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas
respectivas variações de janeiro a julho de 2026, em comparação com igual
período de 2025. Desses grupos relevantes, o
grupo complexo soja aparece
na primeira posição (40,7% de participação) nas exportações brasileiras. De
janeiro a julho de 2026, as vendas externas cresceram 16,8% em valores e 8,5%
em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado, com
aumentos de 15,3% nos valores e de 7,5% nas quantidades exportadas. Para o óleo
de soja, os embarques apresentaram aumentos em receitas de 64,7% e de 44,7% nos
embarques, e o farelo de soja teve variações
positivas de 16,5% em valores e de 12,1% em volume. A China representa 57,9% das compras em
valores desse grupo, seguida por União Europeia (12,2%), Tailândia (4,0%),
Índia e Irã (2,9%, cada um), e Turquia (2,8%); os demais países importadores
somam 17,3%. O grupo de carnes ocupa a
segunda posição na pauta brasileira (19,8% de participação), apresentando
ganhos de 22,8% em valores e 12,6% em volume em relação a janeiro a julho de
2025. A carne bovina teve aumentos em valores
(+27,9%) e no volume exportado (+9,1%). Para a carne de frango, foram
registrados aumentos em valores (+20,2%) e nos embarques (+15,9%), enquanto a
carne suína teve crescimentos em valores (+6,1%) e na quantidade (+9,4%). Neste
grupo, a China se destacou como principal destino, com 31,2% das compras de
carnes; na sequência aparecem Estados Unidos (7,6%), União Europeia (6,2%),
Japão (5,4%) e Chile (4,3%); os demais países somam 45,3% de participação. Na terceira posição (9,5% de participação), aparece
o grupo de produtos florestais que, de janeiro a julho de 2026, registrou
quedas para valores (-2,6%) e no volume exportado (-7,3%). As variações de
valores e volume foram de, respectivamente, +0,6% e -7,0% para a celulose
(principal item do grupo), de -13,2% e -10,5% para a madeira, e +0,8% e -0,5% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China
(30,7%), União Europeia (21,0%), Estados Unidos (15,5%), México (3,3%) e
Argentina (3,1%). Os demais países participam com 26,4%. O grupo do café ocupa a quarta posição e 7,3% de
participação, apresentou reduções em valores (-16,3%) e em quantidade (-13,9%),
puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações negativas de
17,7% em valores, e 15,1% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às
participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia
representa 46,0% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 12,7%, Japão
(5,7%), Turquia (4,2%) e Rússia (3,4%); os demais países somam 28,0% de
participação. O grupo complexo sucroalcooleiro (quinta posição e
5,6% de participação), de janeiro a julho de 2026 registrou quedas de 27,2% em
valores e de 8,7% em volumes exportados, acompanhando o comportamento das
exportações do açúcar (-26,3% em valores e -7,3% em volume). Para o álcool, os
embarques apresentaram reduções de valores (-39,2%) e em volumes (-41,3%),
quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os
destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de
participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por China
(8,4%), Índia (7,7%), Arábia Saudita (6,9%), Bangladesh e Argélia (6,7%, cada
um), Nigéria (6,4%), União Europeia (4,6%), Iraque (3,8%) e Marrocos (3,7%); os
demais países importadores somam 45,1% de participação. Na sexta posição está o grupo de fibras e produtos têxteis (3,2% de
representatividade), que apresentou resultados positivos em valores (+12,1%) e em quantidades embarcadas (+19,8%). O
algodão não cardado nem penteado, principal item do grupo (93,2% de
representatividade no grupo), registrou maiores vendas em volume (+21,5%) e em
valores (+13,6%). Os principais destinos são China (19,5%), Bangladesh (17,1%),
Turquia (13,6%), Paquistão (12,3%), Vietnã (11,7%), Índia (8,0%) e Indonésia
(6,2%), restando 11,6% de participação para os demais países. 2.4 - Importações do Agronegócio
Brasileiro
Os
principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro de janeiro
a julho de 2026 foram trigo (US$770,45 milhões, contabilizando 3,42 milhões de
toneladas, 18,3% inferior ao volume importado em relação a igual período de
2025), papel (US$705,04 milhões) e salmões (US$578,12 milhões). A figura 4
apresenta os dez principais produtos que representam 40,3% (US$4,72 bilhões) do
total importado (US$11,71 bilhões). 3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL
A participação paulista
no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia), de
janeiro a julho de 2026, caiu 1,3 p.p. nas exportações e 0,1 p.p. nas
importações, apontando valores de 19,2% nas exportações e de 31,2% de
representatividade para as importações (Figura 5). Para o agronegócio, as exportações setoriais de São
Paulo de janeiro a julho de 2026 representaram 15,1% em relação ao agronegócio
brasileiro, 1,8 p.p. menor em relação ao mesmo período de 2025, e as
importações aumentaram 1,0 p.p., passando de 28,6% para 29,6% (Figura 5). A participação dos grupos do agronegócio
paulista no agronegócio nacional de janeiro a julho de 2026 se destacou nos
seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do
total nacional: sucos (79,9%), produtos alimentícios diversos (70,8%), complexo
sucroalcooleiro (64,0%), plantas vivas e produtos de floricultura (63,0%) e
demais produtos de origem vegetal (62,0%) (Tabela 5).
Em relação
aos principais estados exportadores em valores, São Paulo aparece na segunda
posição com 15,1% de participação, atrás de Mato Grosso (20,4%). Os estados do
Paraná (10,3%), Minas Gerais (10,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Goiás (6,7%)
completam a lista (Figura 6). Esses seis estados somados representam 70,7% das
exportações totais do agro brasileiro de janeiro a julho de 2026. 1Estado produtor (unidade
da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação,
é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos
os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste
último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do
processo de fabricação para que o produto adote sua forma final. 2Estado importador
(unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do
domicílio fiscal do importador. 3Os grupos de
produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA, 2026.
Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: ago.
2026. Palavras-chave:
agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior,
grupo de produtos, superávit, saldo. Liberado para publicação em: 14/08/2026 COMO CITAR ESTE ARTIGO
GHOBRIL, C. N.; OLIVEIRA, M. D. M.; ANGELO, J. A. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e
Brasileiro, Janeiro a Julho de 2026. Análises e Indicadores do Agronegócio,
São Paulo, v. 21, n. 8, p. 1-16, ago. 2026. Disponível em: colocar o link do
artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.
(-41,8%) e na quantidade embarcada (-9,5%). Os principais
destinos em participação são China (43,6%), Estados Unidos (16,3%), União Europeia
(6,8%), Arábia Saudita (3,6%), Filipinas (3,3%) e Hong Kong (2,6%), enquanto os
demais países compradores somam 23,8% de participação.
Data de Publicação: 19/08/2026
Autor(es):
Carlos Nabil Ghobril (nabil@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marlimascarenhasoliveira@gmail.com) Consulte outros textos deste autor
José Alberto Angelo (jose.angelo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor

